Eletrobras pede R$ 12 bi ao governo; produção da Petrobras é ameaçada

Ainda entre os destaques, ex-LLX terá novo ticker na Bovespa; Rumo, da Cosan, pede registro de companhia aberta junto à CVM

Usina Eólica Volta do Rio - Ceará

  *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará.
Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).
Usina Eólica Volta do Rio - Ceará *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará. Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).

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SÃO PAULO – A semana termina com o noticiário corporativo agitado nesta sexta-feira (4). A Prumo Logística, ex-LLX, passa a ser negociada a partir de hoje na Bovespa sob o ticker PRML3. O código LLXL3 deixa de existir. Além disso, a Rumo, empresa de logística da Cosan (CSAN3), pediu na véspera registro de companhia aberta junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O pedido ocorreu após a empresa ter feito proposta em fevereiro para incorporar a companhia de logística ALL (ALLL3). Pela proposta, a Rumo deverá abrir capital após a aprovação do negócio, para que os acionistas da ALL recebam ações da empresa em substituição às que detêm na ALL.

Na última terça-feira, a Cosan anunciou que concordou em estender o prazo para que os acionistas controladores da ALL se manifestem sobre a proposta vinculante de união com a Rumo. O novo prazo para resposta dos controladores da ALL é 15 de abril, dez dias depois da data original de 5 de abril. Segundo a Cosan, os demais termos da proposta de união de Rumo e ALL – que foi anunciada em 24 de fevereiro – permanecem inalterados.

Eletrobras negocia com governo injeção de R$ 12 bi
Em situação financeira delicada após dois anos de prejuízos bilionários, a Eletrobras (ELET3; ELET6) estuda com o governo federal uma injeção de R$ 12 bilhões para reequilibrar e fazer caixa para investimentos nos próximos anos, informou a Folha de S. Paulo. A conta, se entrar, deverá ser paga por todos os consumidores nos próximos 30 anos. 

A ideia é que a Eletrobras receba a compensação por investimentos feitos no sistema de transmissão e melhorias em usinas antes de 2000. O acerto de como se dará esse pagamento depende ainda de proposta em elaboração pela Aneel da palavra final dos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia. 

Reveses ameaçam metas de petróleo e gás da Petrobra
A Petrobras (PETR3; PETR4) sofreu outro revés em seu esforço para aumentar a produção de petróleo no mês passado quando a companhia italiana Saipem SpA, contratada pela estatal, deixou cair um tubo de aço de 2,3 quilômetros no Oceano Atlântico. 
Em 16 de março, o equipamento utilizado para juntar o tubo à plataforma de petróleo flutuante falhou, e os tubos de liga de metal, de alta qualidade, despencaram cerca de 1.800 metros para o fundo do mar, ficando destruídos, com perda total. O tubo em si valia cerca de US$ 2 milhões, mas o custo do acidente será muito maior, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento direto da situação.

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Por retardar os esforços para expandir Roncador, o segundo maior campo de petróleo do Brasil, em pelo menos um mês, a Petrobras vai perder dezenas de milhões de dólares em produção de petróleo, salários e locações de equipamentos quando menos pode se permitir um gasto como esse.

“A série de problemas de gestão e de engenharia que a empresa enfrenta é espantosa”, disse o professor e pesquisador do Instituto Brasileiro do Petróleo na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Cleveland Jones. “Esse pode ter sido um acidente infeliz, mas ocorre quando os problemas organizacionais da empresa estão se tornando mais evidentes.” 

A produção de petróleo e gás da Petrobras em fevereiro voltou a cair em relação ao ano anterior – há mais de cinco anos a extração da estatal está estagnada. Essa situação está consumindo a receita da Petrobras e contribuindo para elevar sua dívida. Apesar de ter um plano de investimento de US$ 221 bilhões em cinco anos, a empresa tem tido pouco sucesso em fazer com que as novas descobertas marítimas gigantes resultem em aumento de produção.

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Fitch corta rating da Brookfield
A Brookfield (BISA3) teve seu rating cortado pela Fitch, de B+ para B. A perspectiva é estável. Em nota, a agência de classificação de risco apontou que o rebaixamento reflete o contínuo e acentuado enfraquecimento dos indicadores de crédito da empresa. “A companhia continua a apresentar elevado consumo de caixa, que implica maiores pressões de refinanciamento da dívida corporativa, com vencimento em 2014 e 2015”, escreveu. A Fitch espera que a empresa apresente resultado ao final do exercício muito aquém das projeções iniciais da agência, lembrando que seu resultado operacional se deteriorou ainda mais durante 2013.

CVC tem alta de 20% em reservas no 1° tri
A CVC (CVCB3), que já divulgou seus dados operacionais referentes ao primeiro trimestre de 2014, em dados ainda não auditados. Segundo os números apresentados, a empresa teve uma alta de 20% em reservas, passando de R$ 948,4 milhões no primeiro trimestre de 2013, para R$ 1,1 bilhão.

Desse total de reservas a CVC teve R$ 53,6 milhões em reservas online, o que representa uma alta de 125,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, o crescimento das vendas nas mesmas lojas subiu 17,2 ponto percentual, passando de um resultado negativo de 4% para alta de 13,2%.

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A companhia comemorou o bom desempenho neste início de ano e destacou que a alta das vendas online “foram impulsionadas por uma série de iniciativas que têm sido implantadas desde 2013 com o objetivo de aumentar a competitividade do canal, tais como o aumento do portfólio de produtos e a melhoria da navegabilidade do website, o qual apresentou crescimento consistente a partir do segundo trimestre, concomitantemente a entrada da nova plataforma em maio de 2013″.

Acionista da Sanepar solicita conversão de ações
A Sanepar (SAPR4) informou o mercado que seu segundo maior acionista, a Dominó Holdings, solicitou a conversão de 57.868.914 ações ordinárias nominativas de sua propriedade para ações preferenciais. Levando em conta os dados disponíveis no site da BM&FBovespa, o número de ações solicitadas para conversão equivale a 19,97% de todos os papéis ordinários do capital social da companhia. Antes do comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Dominó Holdings possuía participação de 39,71% em ações ordinárias da Sanepar, enquanto 60% pertencem ao estado do Paraná.

BR Insurance: presidente não se candidatará à reeleição
Uma das empresas mais punidas pelo mercado após a divulgação do balanço referente ao último trimestre de 2013, a BR Insurance (BRIN3) informou o mercado que o presidente da companhia, Antônio José Lemos Ramos, não se candidatará à reeleição, cujo mandato expirará em 6 de maio deste ano.

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Vale lembrar que, na última sexta-feira (28), a BR Insurance divulgou números trimestrais muito aquém das expectativas do mercado, o que fez com que suas ações despencassem 30,21% no pregão que seguiu a prestação de contas da companhia. Entre outubro e dezembro, a empresa viu seu lucro líquido contábil atingir R$ 13,9 milhões, uma queda de 58,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O recuo tem como base a elevação das despesas administrativas, provisão para perdas em recebíveis, assim como pelo crescimento de cancelamentos de apólices.

Recentemente, a companhia anunciou também o andamento do Projeto Evolução, movimento que visa trazer, até o fim de 2014, ganhos de eficiência e produtividade para a companhia, através de ganhos de sinergia em prol de benefícios para os acionistas. No entanto, tal medida não foi suficiente para animar os investidores. No ano, as ações BRIN3 acumulam perdas de 37,70%, ante desvalorização de 0,19% do Ibovespa no mesmo período.

Valid contrata BTG como formador de mercado
A Valid (VLID3) comunicou nesta noite que contratou o BTG Pactual como seu novo formador de mercado para suas ações ordinárias, que passa a exercer sua função a partir desta sexta-feira (4). O contrato assinado tem validade de 12 meses, prorrogável automaticamente pelo período de um ano, caso não haja manifestação de qualquer das partes em sentido contrário.

A Valid informou ainda que possui 55.596.266 ações em circulação no mercado, que representam 99,7% de seu capital social e que não celebrou qualquer contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de sua emissão com o formador de mercado.

Gestora adquire ações da Log-In
A Log-In (LOGN3) informou que a gestora Onyx Equity Management, através de operações realizadas no pregão da Bolsa nas últimas semanas, adquiriu ações ordinárias de emissão da companhia, passando a deter 4.935.300 de ações, correspondendo a aproximadamente 5,4% das ações ordinárias de emissão da companhia.

(Com Reuters)