Eletrobrás dispara com rumor de capitalização para pagar dividendos retidos

Estatal e governo confirmaram que estudam melhor forma para quitar as díuvidas, que chegam a R$ 14 bilhões

Publicidade

SÃO PAULO – Em um dia negativo para os mercados acionários em todo o mundo, incluindo o brasileiro, as ações da Eletrobrás (ELET3, ELET6) terminaram o pregão desta quinta-feira (21) em forte alta, sob a influência do fluxo de notícias envolvendo o nome da empresa. Os papéis ordinários fecharam a sessão com alta de 4,09%, cotados a R$ 38,20, enquanto as ações preferenciais classe B registraram alta de 2,59%, cotadas a R$ 31,66.

A companhia anunciou na quarta-feira que estuda, junto com o governo federal, a realização de uma subscrição de ações para levantar capital para pagar a dívida assumida junto a seus acionistas. A estatal deve aproximadamente R$ 10 bilhões referentes a dividendos retidos nas décadas de 1970 e 1980. Nesta quinta-feira, o ministro Edison Lobão anunciou que o governo estuda uma capitalização da empresa, proposta pelo BNDES, e tomará uma decisão até dia 31 de janeiro.

“Está em andamento um processo para que a Eletrobrás ajuste as finanças e pague os dividendos”, disse o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado. Segundo os técnicos, a capitalização é necessária para que a empresa possa continuar fazendo investimentos, especialmente em obras incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), após o pagamento dos dividendos.

Comunicado
Em comunicado enviado ao mercado, a própria companhia esclare que existe um estudo em curso com o acionista controlador, ou seja, o governo, buscando obter uma forma para quitação dos dividendos.

“Neste estudo estão sendo consideradas todas as opções possíveis, incluindo a opção da quitação desta reserva aliada a uma operação simultânea de aumento de capital, na qual os acionistas poderiam subscrever novas ações com os recursos provenientes da reserva de dividendos” informou a Eletrobrás.