Eletrobras continua rali na semana e CSN termina como pior ação do Ibovespa

CSN sofre com notícias sobre aquisição da ThyssenKrupp; OGX tem semana ruim, mas analistas apostam em momento positivo para a empresa
Usina Eólica Volta do Rio - Ceará

  *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará.
Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).
Usina Eólica Volta do Rio - Ceará *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará. Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).

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SÃO PAULO – Depois de um começo de ano complicado, refletindo um possível racionamento de energia no Brasil, as ações de companhias elétricas começaram a se recuperar na bolsa, com a Eletrobras (ELET6) se destacando na ponta positiva do Ibovespa nessa semana. 

A companhia apresentou valorização de 14,84%, fechando esta sexta-feira (18) com suas ações cotadas a R$ 12,23, sua máxima desde o dia 14 de novembro do ano passado. Após a turbulência dos primeiros dias de janeiro, os papéis da companhia acumulam seu 8º dia de alta e subiram 26,21% no período.

Outro fator que impulsionou as ações nesta semana foi a notícia, na quarta-feira (16), que as elétricas que aceitaram prorrogar antecipadamente as concessões a valores mais baixos, caso da Eletrobras, serão beneficiadas nos períodos de baixa produção hidrelétrica, geração térmica plena e elevação de preços no mercado livre. Segundo a lei 12.783, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, o “risco hidrológico” – como é chamado esse movimento – foi transferido dessas usinas para o consumidor.

CSN cai com notícias sobre aquisição
A semana foi bastante negativa para os papéis da CSN (CSNA3), após a volta das especulações de que a companhia teria feito uma oferta de US$ 3,8 bilhões pela aquisição da ThyssenKrupp, rumores que ganham força desde o ano passado. Após diversas tentativas de fusões e aquisições de outras empresas, a CSN preocupa os investidores com esse novo negócio.

Além disso, analistas destacam a situação da empresa, que apresenta uma dívida alta e poderia piorar o cenário caso realmente realize esta compra. O que alivia um pouco os investidores é o fato de o BNDES poder realizar um acordo com a CSN para a concretização desta aquisição.

A notícia do apoio do governo ajudou as ações da companhia a terem leve alta nesta sexta-feira, porém a CSN encerrou a semana como a pior no Ibovespa, com queda de 4,91%, com os papéis cotados a R$ 12,00.

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OGX registra segunda maior queda, mas cenário ainda é positivo
A petrolífera do empresário Eike Batista iniciou 2013 com forte movimento positivo, após ter sido uma das piores ações do ano passado. Com isso, as quedas apresentadas durante esta semana podem gerar um sentimento de cautela nos investidores, porém, alguns analistas entendem que o cenário ainda é positivo para as ações da OGX (OGXP3).

“A empresa segue em um padrão de tendência de alta, com fundos e topos ascendentes”, diz o analista técnico da Strategic Invest, Luis Eduardo Borges. O último topo, aos R$ 5,43, desencadeou um movimento corretivo, que serve para que alguns investidores realizem os lucros da operação e permitem que outros entrem.

Nesta semana, os papéis OGXP3 fecharam com queda de 4,26% – a segunda maior do Ibovespa, aos R$ 4,95, mesmo assim, as ações da companhia acumulam alta de 13,01% desde o início de 2013.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.