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SÃO PAULO – Em dia volátil, o Ibovespa miniza as perdas da manhã e registra às 13h43 (horário de Brasília) queda de 0,11%, a 56.313 pontos, após chegar a recuar 0,76% a 55.933 pontos na mínima da sessão.
O foco do mercado volta-se neste pregão para as ações do setor elétrico, especialmente Cemig (CMIG4), que vê seus papéis preferenciais recuarem 12,67%, sendo cotados a R$ 22,53, após anúncio de de que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definir em R$ 5,11 bilhões a base de remuneração que será utilizada para revisão tarifária deste ano para Cemig Distribuição – o valor é bem menor do que o previsto de R$ 6,71 bilhões.
Fora do Ibovespa e com menor liquidez, as ações ordinárias da companhia também são fortemente penalizadas e caem 11,14%, sendo cotadas a R$ 21,93.
A revisão “surpresa” pode provocar uma perda de até R$ 2,4 bilhões em valor de mercado da companhia, caso o corte de R$ 1,6 bilhão na receita anual permitida seja aplicado, estimam os analistas do BTG Pactual. Isso significaria uma redução em R$ 2,80 por ação – traduzindo em um corte no preço-alvo de R$ 27,00 para R$ 24,20. Mesmo se a empresa lutar por mudança na proposta, o BTG Pactual espera pesada correção no preço do ativo.
Demais elétricas operam no vermelho
No mesmo caminho, figuram os papéis da Light (LIGT3, -9,40%, a R$ 18,40), que seria a outra empresa com forte exposição a um potencial evento como esse, uma vez que sua revisão ocorre em novembro.
Diante desse notícia, outras empresas do setor seguem o mesmo desempenho negativo, como é o caso da CPFL (CPFE3), com perdas de 3,67%, a R$ 20,23, Energias do Brasil (ENBR3, -3,11%, R$ 12,45), Eletropaulo (ELPL4, -2,89%, R$ 10,74, Copel (CPLE6, -2,75%, R$ 28,60), Cesp (CESP6, -2,17%, R$ 19,86) e Eletrobras (ELET3, -1,92%, R$ 6,64; ELET6, -2,0%, R$ 11,76).
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Laep dispara após desistência de fusão com Prosperity Overseas
Ganha destaque também neste pregão os papéis da Laep (MILK11), que disparam 38,0%, sendo cotados a R$ 0,69. Na máxima do dia, chegaram a valorização de 46,0%, a R$ 0,73.
Os ativos refletem a notícia de que a Prosperity Overseas desistiu da fusão com a Laep na noite da última terça-feira (19), após concluir uma assembleia que havia sido iniciada e interrompida em 7 de março. A companhia havia recebido o aval de mais de 92% dos acionistas classe A da Laep, o que significa 73,8% das ações em circulação no mercado.
Entretanto, no início deste mês a CVM (Comissão de Valore Mobiliários) e o MPF (Ministério Público Federal) anunciaram o bloqueio judicial da Laep Investments e seu controlador, Marcus Elias. Essa medida também impedia a transferência de participações societárias, como a que estava sendo arranjada entre Prosperity e Laep, contribuindo para que a fusão fosse cancelada.
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Com alta na receita em fevereiro, ações da Randon sobem
Além disso, vale mencionar a alta de 2,49% das ações da Randon (RAPT4), sendo cotadas a R$ 11,95.
Na noite de ontem, a empresa que encerrou o mês de fevereiro com receita líquida consolidada de R$ 318,9 milhões, 23,7% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado de 2013, a receita líquida consolidada totalizou R$ 619,2 milhões, ou 53,2% mais do que o acumulado em 2012.
A receita bruta total em fevereiro atingiu R$ 497,4 milhões, alta de 24,4% na comparação com o mesmo mês de 2012, enquanto no acumulado do ano alcança R$ 964,8 milhões, crescimento de 55,7%.
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Ano melhor para Wilson Sons
Também opera no positivo as ações da Wilson Sons (WSON11), operadora integrada de logística portuária e marítima, que sobem 3,04%, sendo cotadas a R$ 28,85. Na máxima do pregão, os papéis atingiram valorização de 6,07%, a R$ 29,70.
O movimento ocorre após a empresa anunciar lucro líquido de US$ 48 milhões em 2012, representando um acréscimo de 28,5% em relação a 2011, em função das maiores receitas e menores despesas financeiras. No quarto trimestre, a alta do lucro líquido foi ainda mais expressiva, de 190,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, somando R$ 29,2 milhões.
Mangels vê ações despencarem após resultados
Outra empresa que anunciou resultado do quarto trimestre na noite de ontem foi a Mangels (MGEL4), mas as ações não repercutem bem os números. Os papéis caem 6,90%, sendo cotados a R$ 2,43.
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A empresa somou um prejuízo líquido de R$ 27,9 milhões no quarto trimestre, o pior resultado do ano e contribuindo em grande parte para o prejuízo de R$ 32,6 milhões de 2012. De acordo com a companhia, o desempenho foi afetado pela redução no ritmo de crescimento da economia brasileira verificado ao longo do ano.
“As reduções das taxas de juros e a manutenção do nível de desemprego em patamares baixos, não foram suficientes para aumentar o desempenho do setor industrial”, avaliam.
Helbor e EzTec sobem com balanços
Já as ações da Helbor (HBOR3) e EzTec (EZTC3) sobem 2,48%, a R$ 12,40, e 1,23%, a R$ 26,31, após divulgarem seus resultados.
A EzTec somou um lucro líquido 11,9% maior na comparação com o quarto trimestre de 2011, somando R$ 84,16 milhões. O Ebitda teve queda de 17,4%, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) registrou baixa de 5,1 pontos percentuais, para 36,4%.
A Helbor, por sua vez, registrou lucro líquido de R$ 272,1 milhões no quarto trimestre, um crescimento de 27,5% em relação a 2011. No ano, a receita operacional líquida da companhia teve alta de 21,5%, alcançando R$ 1,4 bilhão.
Outras empresas que também reportaram seus balanços entre a noite de ontem e hoje, mas veem suas ações registrarem movimento mais ameno são: Kroton (KROT3, +0,08%, R$ 25,20), Bradespar (BRAP4, +1,15%, R$ 26,30), Brasil Brokers (BBRK3, -0,57%, R$ 7,02) e Iguatemi (IGTA3, -0,19%, R$ 25,95). (Para conferir os resultados, clique aqui).
Minoritários do Grupo Pão de Açúcar entram com ação contra Wilkes
Uma associação criada em 2011 para representar os acionistas minoritários do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4), com nome de Apampa, entrou com uma ação na 3ª Vara Civil do Fórum Central João Mendes, em São Paulo, contra o Casino, sócio controlador do grupo, a Península Participações (responsável pelos negócios da família Diniz), e representantes do Grupo Pão de Açúcar.
Os minoritários pedem pela dissolução da Wilkes Participações, holding da companhia, e também uma indenização do grupo francês. Os integrantes da Apampa alegam terem sido prejudicados pela não conclusão da fusão entre GPA e Carrefour, proposta por Abilio em 2011.
Localiza: aumento de capital de R$ 375 mi
O conselho de administração da Localiza (RENT3) aprovou proposta de aumento do capital social da companhia no montante de R$ 375 milhões, passando de R$ 601,708 milhões para R$ 976,708 milhões, com emissão de 10.084.400 novas ações ordinárias, equivalentes a 5% do capital social da companhia, a serem distribuídas aos acionistas, gratuitamente, a título de bonificação, na proporção de uma nova ação para cada lote de 20 ações de que forem titulares na posição final do dia 30 de abril.
As ações serão negociadas na BM&FBovespa, “ex-direito” à bonificação, a partir de 2 de maio. O custo atribuído às ações bonificadas será de R$ 37,18. As ações oriundas da bonificação serão incluídas na posição a partir de 9 de maio.
Helbor: aumento de capital de R$ 300 mi
Na mesma linha, o conselho de administração da Helbor (HBOR3) aprovou a proposta, a ser submetida à apreciação da Assembleia Geral Extraordinária da companhia, de aumento de capital no montante de R$ 300 milhões, mediante capitalização parcial da reserva de lucros, com emissão de 59.469.216 novas ações a serem distribuídas aos acionistas na proporção de sua participação no capital social da empresa.
Uma vez aprovada a proposta, os acionistas receberão 3 novas ações de emissão da companhia para cada 10 ações de sua titularidade no fechamento do pregão do dia 19 de abril.
Os papéis passarão a ser negociados “ex-bonificação” no dia 22 de abril e o custo atribuído às ações bonificadas é de R$ 5,04 por ação.
Lopes adia assembleia sobre proposta de desdobramento de ações
A Lopes Brasil (LPSB3) informou que não houve instalação de assembleia na véspera devido à ausência de quórum legal necessário. Na ocasião, a empresa iria deliberar sobre a proposta de administração de desdobramento de totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia.
Em função disso, a Lopes Brasil remarcou a data da assembleia para dia 28 de março, às 11 horas, na sede da empresa, localizada em São Paulo.
BTG Pactual e Cosan captam em yuan e real
O BTG Pactual (BBTG11) e a Cosan (CSAN3) fecharam captações de recursos no exterior na véspera, com excesso de demanda. O banco fez a primeira oferta pública de títulos realizada por uma entidade brasileira na moeda chinesa, captando o equivalente a US$ 160,9 milhões. Já a Cosan reabriu a emissão denominada em reais feita no início deste mês, em que captou R$ 500 milhões, levantando mais de R$ 350 milhões.
A demanda pelos papéis de três anos do BTG superou em 2,5 vezes o total captado. Assim, o rendimento final pago aos investidores ficou em 4,2% ao ano, abaixo da taxa de 4,3% inicialmente pensada.
Por sua vez, os bônus em reais da Cosan, com vencimento em 2018, saíram ao preço de 102,75% do valor de face, o que equivale a um retorno para o investidor de 8,8% ao ano – bem abaixo da operação inicial, que foi fechada a 99,5% do valor de face ou 9,625% ao ano.
Fleury inaugura nova unidade em São Paulo
O Grupo Fleury (FLRY3) anunciou na noite da véspera inauguração de nova unidade na zona sul de São Paulo: a+ Capela do Socorro. Essa operação adiciona 1 mil metros quadrados da área útil de serviços à rede a+, contribuindo com a ampliação da capilaridade da marca na região, que atinge 23 unidades, disse a empresa em comunicado.
Até o final de 2014, a companhia espera entregar aproximadamente 18 mil m² de área adicional de serviços, o que representa um incremento de 18,3% sobre a base instalada no final de 2012.
Os papéis da companhia fecharam o pregão de ontem em queda de 3,40%, sendo cotados a R$ 19,90 – movimentando R$ 68,89 milhões, superior em mais de dez vezes a média das últimas 21 sessões.