Eleição de 2026 está mais indefinida do que se imagina, diz Alfredo Menezes, da Armor

Além do escalonamento da crise do tarifaço dos EUA, gestor também destaca preocupação com problema fiscal e o déficit em conta corrente

Camille Bocanegra

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Ao contrário do que pensam muitos gestores da Faria Lima, a eleição de 2026 está muito menos definida do que o esperado, segundo Alfredo Menezes, sócio-fundador e CEO da Armor. Embora o otimismo com uma eventual vitória de Tarcísio de Freitas tenha diminuído após o tarifaço anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a probabilidade de reeleição de Lula é maior para o gestor.

Em entrevista ao InfoMoney durante a Expert XP 2025, Menezes relembrou a eleição de Dilma Rousseff, do PT, contra o candidato do PSDB, Aécio Neves.

“Na época, Aécio não tinha grandes rejeições e Dilma não sabia falar com o público. Quando olho para hoje, Lula sabe muito bem falar com o público e dizer o que eles querem ouvir. Então, não acho que seja uma eleição ganha para Tarcísio, acho que será uma eleição difícil”, afirmou.

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Para Menezes, seus pares ainda apresentam um viés mais positivo em relação à vitória do atual governador de São Paulo. Ele ressalta o que chama de “otimismo relativo”.

“Mesmo que seja Tarcísio, dependemos do Congresso. Qualquer presidente será refém do Congresso. E temos o Supremo também, que acredito que pode ser mais severo com a direita na hora das eleições. Então, esses são alguns fatores que me preocupam nesse otimismo relativo”, disse.

Entre suas preocupações, além do potencial escalonamento da crise atual com o tarifaço dos EUA, estão também o problema fiscal e o déficit em transações correntes do governo federal. “Os ativos não estão refletindo o risco que eu estou enxergando”, afirmou.