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*Primeira versão publicada às 08h47 (horário de Brasília)
SÃO PAULO – Além da temporada de balanços do quarto trimestre, o mercado acompanha nesta sexta-feira (8) indicador de inflação no Brasil e Relatório de Emprego, divulgado mensalmente nos Estados Unidos.
Já entre os destaques corporativos, o empresário Eike Batista volta ao centro das atenções nesta sexta-feira (8), dois dias após anunciar um acordo de cooperação estratégica com o BTG Pactual.
Segundo apurou o Valor, o empresário se reuniu na véspera com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, em busca de apoio da Petrobras (PETR3; PETR4) para os seus projetos.
Uma agenda possível de negócios do Grupo EBX com a estatal poderia incluir a venda de plataformas já encomendadas pela OGX Petróleo (OGXP3) à OSX Brasil (OSXB3) e que seriam desnecessárias caso a petroleira de Eike não encontre petróleo. Outras alternativas são o arrendamento de alguma área no Porto do Açu, da LLX Logística (LLXL3), para operação de petroleiros, e navios de apoio ou a venda de ativos de outras empresas.
BTG abre linha de liquidez de US$ 1 bi para EBX
Em relação ao acordo firmado na última quarta-feira (6), o BTG Pactual (BBTG11) abriu uma linha de crédito de US$ 1 bilhões para o Grupo EBX.
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O grupo pode usar linha de liquidez de curto prazo em qualquer uma das suas companhias e para qualquer propósito, disse um fonte com conhecimento direto no assunto, que pediu para não ser identificada, em entrevista à Bloomberg.
A princípio foi informado ao mercado que André Esteves, dono do BTG Pactual, ajudaria a injetar crédito e capital nos projetos do grupo, mas o valor ainda não havia sido divulgado. O acordo, chamado de cooperação estratégia de negócios, prevê ainda que o BTG prestará assessoria financeira e irá além, envolvendo-se na administração propriamente dita.
MMX solicita empréstimo ao BNDES
Ainda sobre o Grupo EBX, a mineradora MMX (MMXM3) fez uma das últimas solicitações de empréstimo do grupo ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A empresa pediu R$ 3 bilhões emprestados ao banco para tocar o projeto de expansão da mineração em suas minas de Serra Azul, no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, em um investimento total de R$ 4,8 bilhões.
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Conforme apurou o Valor, a fase de análise do financiamento pode ser concluída até o início do segundo semestre e se passar pelo crivo da direção do banco tem chance de ser aprovado ainda no segundo semestre.
OGX Maranhão conclui teste de formação em poço na Bacia do Parnaíba
Já nesta sexta-feira, a MPX Energia (MPXE3) comunicou ao mercado que sua empresa coligada, OGX Maranhão Petróleo e Gás, concluiu teste de formação no poço OGX-107, acumulação de Fazenda Chicote, que localiza-se no bloco PN-T-49, na bacia terrestre do Parnaíba. A OGX Maranhão, sociedade formada entre MPX, com 33,3%, e a OGX Petróleo (OGXP3), com 66,6%, é operadora e detém 70% de participação neste bloco, enquanto a Petra Energia detém os 30% restantes.
“Os resultados apresentados nesse teste reafirmaram o potencial da Bacia de Parnaíba, onde em 2013 iniciamos a produção comercial de gás no Campo de Gavião Real, e também declaramos comercialidade do Campo de Gavião Branco”, comentou Luiz Carneiro, diretor presidente da OGX Maranhão.
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HRT busca parceiro para área no Solimões
Outra que foi destaque no mercado na véspera e chama atenção nesta sexta-feira é a HRT (HRTP3). A empresa está negociando a venda de participação do polo de Aruã, na Bacia de Solimões, no Amazonas, com empresas brasileiras, conforme afirmou Milton Franke, presidente da empresa, em entrevista ao Valor. Segundo Milton, a companhia busca parceiro para contribuir com um terço do investimento necessário para desenvolver esse ativo. O valor do investimento não foi revelado.
Na véspera, a empresa comunicou ao mercado a conclusão de mais um passo na direção da venda de ativos de sua empresa de logística aérea, a Air Amazonia. A petroleira celebrou termo de compromisso vinculante que envolve a venda de 14 helicópteros para a norte-americana Erickson Air-Crane. A transação é avaliada entre US$ 65 milhões e US$ 75 milhões.
Mudanças no Pão de Açúcar
Segundo informou a coluna Radar, da Veja, Cândido Bracher renunciou na véspera ao conselho de administração do Pão de Açúcar (PCAR4), o qual integra há seis anos. Numa carta de apenas quatro frases enviada ao presidente do conselho, Abilio Diniz, comunicou a renúncia.
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Bracher expressou que está “impossibilitado de dedicar à atividade de conselheiro o tempo que seria minimamente necessário, em função de compromissos profissionais assumidos no conglomerado Itaú Unibanco (ITUB4)”.
O executivo deve ser substituído por Maria Helena Santana, ex-presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Cetip aprova mudança no estatuto para virar bolsa
O conselho de administração da Cetip (CTIP3) aprovou nesta semana mudanças no estatuto que permitirão à companhia se tornar uma operadora de bolsa. Atualmente, a empresa atua apenas no chamado mercado de balcão, no qual são realizados os negócios entre duas partes, sem a intermediação da bolsa.
Contudo, o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, Francisco Carlos Gomes, disse que a decisão de prestar serviços de bolsa ainda não está “formalmente tomada”. “Se a decisão final for a de não atuarmos como bolsa, a mudança no estatuto melhorará a governança da companhia”, afirma.
Chega a R$ 75 mi multas da Anatel ao grupo Oi
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) multou, nesta sexta-feira, mais uma vez, empresas do Grupo Oi (OIBR3; OIBR4). O motivo recorrente das punições é o descumprimento de metas de qualidade na prestação dos serviços da companhia.
Nesta sexta-feira, as multas aplicadas à operadora superam os R$ 14 milhões. Juntando esse valor às punições recebidas pela empresa desde o dia 15 de feveireiro, as sanções encostam nos R$ 75 milhões.