After Market

Eike Batista pede renúncia da CCX; Petrobras nega “briga” com Braskem e mais notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta sexta-feira

SÃO PAULO – A noite desta sexta-feira (3) é agitada por novidades envolvendo a Petrobras, que negou ter entrado com recurso contra a Braskem no Departamento de Justiça dos EUA. Enquanto isso, a Localiza informou um aumento de capital e Eike Batista renunciou ao cargo de diretor da CCX. Confira os destaques:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras afirmou que não procede a informação de que tenha tomado qualquer iniciativa
junto ao Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA para contestar os termos do acordo entre a
Braskem e as autoridades legais. “A Companhia não tem quaisquer informações sobre a eventual revisão de acordo entre a Braskem e as autoridades brasileiras e estrangeiras. Ademais, a Petrobras tem conhecimento apenas das informações de natureza pública relacionadas ao mencionado acordo da Braskem”, disse a estatal em nota.

“Especificamente em relação ao contrato de fornecimento de nafta celebrado com a Braskem em 2009, a Petrobras aguarda ter acesso ao teor dos documentos do Acordo de Leniência celebrado entre a Braskem e o Ministério Público Federal, bem como dos valores que lhe serão destinados por força de tal acordo, para avaliar as medidas cabíveis”, completou a companhia.

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A Petrobras informou também ter concluído a venda da participação total de sua subsidiária Petrobras Biocombustível na Guarani. Em fato relevante, a empresa informou que a operação foi concluída com o pagamento de 202,75 milhões de dólares pela Tereos. A Petrobras havia anunciado a venda de sua fatia na Guarani ao grupo francês Tereos no fim de 2016.

Localiza (RENT3)
A Localiza fez algo curioso nesta sexta ao antecipar para o mercado seu lucro líquido de 2016 antes mesmo de divulgar seu resultado, que está marcado para ser apresentado no próximo domingo (5). Em comunicado enviado ao mercado com a ata da reunião de seu Conselho de Administração, a companhia informou ter tido lucro líquido de R$ 409,32 milhões no ano passado.

A informação não será de grande utilidade para o investidor, já que a Bolsa já fechou e quando abrir na segunda-feira (6), a companhia já terá divulgado seu balanço completo do ano passado. Os dados foram abertos pela Localiza para explicar a decisão de destinação deste lucro, que foi tema debatido por seu conselho na reunião.

A empresa afirmou que R$ 20.465.771,84 foi destinado para a constituição da Reserva Legal, enquanto outros R$ 236.893.778,51 foram retidos com o objetivo de assegurar recurso para a
renovação da frota da companhia em 2017. Além disso, a Localiza lembrou que já havia distribuído o valor bruto de R$ 151.955.886,39 em juros sobre o capital próprio, e que, tendo ultrapassado 25% do lucro, decidiu pela não distribuição de remuneração complementar aos acionistas.

No mesmo comunicado, a Localiza informou ainda que irá submeter à Assembleia Geral Extraordinária a proposta de aumento do capital social subscrito e integralizado, no valor de R$ 523.292.000,00, mediante a capitalização de parte do saldo da Reserva Estatutária da companhia. Com isso ocorrerá uma bonificação em ações na razão de 5% (ou seja, q nova ação para 20 existente), com a emissão de 10.589.670 novas ações ordinárias.

CCX Carvão (CCXC3)
A CCX Carvão informou que recebeu um pedido de renúncia de Eike Batista, com data de 31 de janeiro. Com isso, o executivo, preso no último dia 30 deixa a companhia que fundou, sendo que o cargo ficará vago, segundo a informou a CCX. “A companhia envidará todos os esforços para, dentro do seu contexto operacional e financeiro, encontrar um substituto adequado para o cargo”, disse a empresa.

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IGB Brasil (IGBR3)
A IGB Eletrônica, dona da marca Gradiente, disse que foi comunicada pela BM&FBbovespa sobre a decisão de cancelar a listagem da companhia a partir de 6 de março por “suposto
descumprimento do item 5.2 do Regulamento para Listagem de Emissores e Admissão à
Negociação de Valores Mobiliários, como divulgado ao Mercado pelo Ofício Circular
n. 005/17-DP da BM&FBOVESPA”.

“Desde o recebimento da comunicação acima referida, a administração da Companhia
vem estudando as possibilidades jurídicas cabíveis para solução da situação, de modo a
regularizar de tal situação o mais breve possível, e assim, evitar o cancelamento da
listagem das ações ora imposta”, disse a empresa em nota.

A companhia disse que irá adotar todas as medidas legais aplicáveis para a resolução
do problema e a retomada da regular negociação de suas ações. A administração da IGB esclareceu ainda que o cancelamento da listagem não constituem uma oferta de valores mobiliários, ou resultam no cancelamento do registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários.