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SÃO PAULO – Em meio à derrocada do império de Eike Batista, a imprensa internacional chama a atenção para o que seria a maior perda da história de um empresário. A CNBC ressaltou que Eike está perto de ser tornar o garoto-propaganda para a “nova era da riqueza de alta volatilidade”.
E lembra que Eike declarou em 2011 que em breve se tornaria o homem mais rico do mundo. Desta forma, o portal ironiza: “ao invés disso, ele está se aproximando de um recorde de riqueza diferente: a maior perda de riqueza pessoal no mundo”.
A CNBC destaca que existem diferentes formas de medir as perdas de riqueza, podendo ser medida em termos de dólares ou termos percentuais. Em termos de dólares, há outros que perderam mais riqueza que Batista . Em 1999, quando as ações da Microsoft ações despencaram, Bill Gates viu sua fortuna cair em quase US$ 40 bilhões. Mas ele ainda tinha cerca de US$ 60 bilhões após essa impressionante queda.
Já com o declínio da fortuna de Eike Batista, o empresário pôs iates à venda e viu sua riqueza pessoal diminuir fortemente. Sheldon Adelson também chega perto. O magnata do jogo viu seus investimentos diminuirem em cerca de US $ 30 bilhões em 2008 , cortando 93% de sua riqueza; mas as ações de recuperaram, assim como Adelson.
Além dele, o magnata do aço indiano Lakshmi Mittal também é um grande perdedor riqueza, acumulando perdas de US$ 32 bilhões durante a crise financeira; mas ele também se recuperou rapidamente juntamente com os mercados acionários globais.
Mas em termos percentuais? “Novamente, há pelo menos um bilionário que tenha perdido mais que Batista”, destacou. Sean Quinn, empresário do setor imobiliário irlandês, passou de um patrimônio líquido de cerca de US$ 6 bilhões à falência em apenas poucos anos. “Pelo menos Batista ainda possui algumas centenas de milhões de dólares”, destaca a publicação.
“Batista está sendo chamado de muitas coisas: um símbolo da falsa promessa do Brasil , a última miragem no boom do petróleo global, uma figura trágica derrubada pela arrogância”, ressalta a CNBC.
E ressalta que, ao invés de depender de lucros estáveis que aconteciam durante décadas, hoje os ricos acumulam volumes de dinheiro no mercado financeiro de forma rápida, que pode ser desfeita de uma forma tão fácil quanto é construída. “Embora a maioria dos ricos de hoje não tenham colapsos tão extremos como Batista , a riqueza em todo o mundo é muito mais volátil e propensa a mudanças”. E finaliza que Eike pode ser o maior perdedor de hoje, mas que ele não será o último, e provavelmente não continuará sendo o maior.