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SÃO PAULO – Em assembleia geral extraordinária realizada nesta sexta-feira (12) às 10h (horário de Brasília), os acionistas do grupo EBX optaram por unanimidade aumentar o capital da holding através da subscrição privada de ações, emitindo 29,26 milhões de papéis a R$ 1,00 cada.
Dessa forma, o capital da holding que controla as empresas de Eike Batista listadas na BM&FBovespa passou de R$ 185,77 milhões para R$ 215,04 milhões – um aumento de 15,75%. Todas as ações foram subscritas pela Centennial Asset Mining Fund, fundo que tem como único cotista a EBX International.
Os outros acionistas do grupo EBX presentes na assembleia renunciaram, de maneira escrita, do exercício de preferência para subscrição. Estavam presentes a Centennial Asset Mining Fund LLC, Flavio Godinho, Cláudio Dias Lampert e Kevin Michael Altit. Eike não esteve presente na assembleia, mas foi representado pelo seu irmão, Werner Batista. Outros importantes acionistas não estavam presentes, como é o caso da Mudabala Development Co., de Abu Dhabi, que possui acordos com Eike que lhe permite adquirir fatias percentuais maiores do grupo EBX se os resultados não forem adequados.
Mais uma captação
Essa foi a 6ª capitalização deste tipo no ano, fazendo com que a quantidade de ações da holding crescesse 32,73%. O Grupo EBX, que é presidido por Eike Batista, é composto por um conglomerado de empresas listadas na Bovespa: OGX Petróleo (OGXP3), MMX Mineração (MMXM3), LLX Logística (LLXL3), OSX Brasil (OSXB3), MPX Energia (MPXE3) e CCX Carvão (CCXC3).
De 2009 até 2011, Eike não havia realizado nenhum aumento de capital. Desde então, suas empresas já realizaram ao todo 10 captações, sendo que 5 foram feitas entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013.
A tentativa de capitalizar a holding vem ao mesmo tempo em que suas controladas amargam duras perdas no mercado de ações. Nos últimos 12 meses, a OGX já perdeu 88,9% de valor de mercado, enquanto a MMX viu seus papéis despencarem 76,5% no mesmo período.