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SÃO PAULO – Com as preocupações sobre o Egito de volta à cena, os mercados de ações iniciam sua caminhada nesta sexta-feira (11) em tom negativo, carecendo de maiores referências sobre a economia global.
Não à toa, as principais referências para as bolsas europeias marcam queda, assim como os contratos futuros sobre índices de ações nos Estados Unidos apontam para uma abertura negativa em Wall Street. Na Ásia, os índices Shanghai Composite e Hang Seng subiram, ao passo em que não houve negócios em Tóquio.
O confuso pronunciamento de Hosni Mubarak, presidente do país africano, que apresentou mudanças na constituição e a transferência de poderes ao vice-presidente, trouxe novamente o temor de agravamento da convulsão social que tomou conta da capital, Cairo.
“Os eventos no Egito devem ser o foco do noticiário e podem ter efeito negativo sobre os mercados financeiros”, ressaltou Paul Donovan, economista do UBS, que destacou como “crítico” o posicionamento das forças armadas. “Qualquer sinal de divisão entre os militares pode ser ruim para os ativos de risco”, concluiu.
Diferenciado
O PBoC (Banco Popular da China) implantou exigências de reserva de capital diferentes para diversos bancos de pequeno e médio porte, informou o estatal China Securities Journal nesta sexta-feira, indicando que a diferenciação ocorreria de acordo com o balanço das instituições.
O mesmo diário também comunicou que, devido à alta liquidez do sistema bancário, o banco central chinês deverá elevar novamente as exigências de reserva de capital ou valorizar o yuan frente ao dólar em breve, de modo a controlar tal situação.
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Em ebulição
Apontados por analistas como principal termômetro do risco associado ao Egito, os preços de petróleo voltam a subir nesta sessão, com o barril de petróleo em alta de 0,78% na Nymex, ampliando os temores sobre a inflação de produtos básicos.
“Alguns setores seguiram a alta em commodities com elevação de preços. Os com melhor performance serão, certamente, aqueles que (…) veem [a situação] como uma oportunidade para aumentar os próprios preços sem perder quantia significativa de clientes”, apontaram Patrick Legland e Daniel Fermon, do Société Générale, em relatório.
Já o segmento de tecnologia volta a ser destaque no cenário corporativo, com o anúncio de que a Nokia passará a adotar o sistema operacional da Microsoft em seus dispostivos móveis, em meio à concorrência com as plataformas de Apple e Google. As ações da empresa finlandesa despencam 9,2% na bolsa de Helsinki.
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Agenda
Sem dados de maior peso na agenda de indicadores, ganha destaque a divulgação dos dados da balança comercial nos EUA, bem como da confiança do consumidor medida pela universidade de Michigan.
Internamente, os investidores devem acompanhar com mais atenção as negociações entre Executivo e Legislativo para a aprovação do salário mínimo, proposto pelo Governo em R$ 545, bem como pelo debate em torno dos cortes no orçamento anunciados no início da semana.
Também requer atenção o encerramento do período de bookbuilding e fixação do preço por ação da oferta da Magnesita (MAGG3). Além disso, as novas ações colocadas no mercado pela Direcional estreiam nesta sexta-feira. Vale destacar que as ações ordinárias ofertadas pela Direcional Engenharia (DIRR3) foram precificadas em R$ 11,00.