Destaques da Bolsa

Educacional “esquecida pelo mercado” dispara até 19% e Hypermarcas afunda 20% em 2 dias

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa seguiu para o segundo pregão de alta nesta quarta-feira (29), com alívio do mercado pós-Brexit. O mercado brasileiro acompanhou a continuidade do rali das bolsas internacionais, com investidores animados com especulações de que os bancos centrais agirão para conter o efeito da saída do Reino Unido da União Europeia, como já sinalizaram Japão e a Coreia do Sul.

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão: 

Anima (ANIM3, R$ 13,75, +14,87%)
Fora da “briga” pela Estácio, as ações da Anima dispararam nesta sessão, na esteira da aquisição da Alis Educacional, localizada em Bom Despacho (estado de Minas Gerais), com 4.300 alunos, por R$ 46 milhões. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 18,63%, indo a R$ 14,20. O dia foi marcado também por forte volume financeiro movimentado com a ação, atingindo neste momento R$ 6,6 milhões, contra média diária de R$ 2,7 milhões nos últimos 21 pregões. 

“A aquisição cria alcance e proteção regional muito importante em Minas Gerais. E, acima de tudo, mostra tendência de crescimento da companhia, que estava esquecida”, disse Adeodato Volpi Netto, head de mercado de capitais da Eleven Financial, à Bloomberg. Com a disparada, as ações alcançam hoje máxima na Bolsa desde outubro de 2015. 

Segundo o Santander, a aquisição é estrategicamente positiva, pois fornece uma entrada em uma nova região no Estado de Minas Gerais, que havia sido meta da empresa anteriormente. Os analistas, no entanto, não esperavam por uma reação muito positiva em função do porte limitado da empresa adquirida – que representa apenas 0,6% da base de alunos de graduação presencial da Anima ou 4% do seu Ebitda de 2015. 

Gol (GOLL4, R$ 3,41, -7,34%)
Com receio de perder a Medida Provisória 714, que trata do controle acionário das companhias aéreas brasileiras, o governo resolveu ceder e manter a participação de capital estrangeiro nas empresas em até 20%. Após a notícia, as ações da Gol desabaram na Bolsa, atingindo na mínima do dia queda de 15,49%, a R$ 3,11. Nesta manhã, as ações chegaram a subir 5,16%, a R$ 3,87. O papel teve volume financeiro de R$ 73,2 milhões nesta sessão, contra média diária de R$ 18,7 milhões dos últimos 21 pregões. 

Quem confirmou o acordo foi o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após encontro com parlamentares da base no Senado. “Vamos ter vigorando de novo o Código Brasileiro de Aviação, que prevê a participação máxima de capital estrangeiro em até 20%”, confirmou Padilha. 

O movimento negativo das ações, no entanto, perdeu um pouco de força próximo ao fechamento do pregão, após notícia de que a empresa fechou acordo para devolver 12 aviões às empresas donas das aeronaves, que a companhia usa em regime de leasing, os chamados lessors, como parte do seu  plano de reduzir frota para se ajustar à crise brasileira, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada.

Apesar da notícia da devolução das aeronaves, o mercado segue cético sobre a sessão que vota hoje a “MP das aéreas”. Para evitar que a matéria volte para a Câmara, e perca sua validade, a estratégia do governo será votar o projeto no Senado como está, com o compromisso de que o presidente em exercício, Michel Temer, vete o aumento da participação estrangeira no momento da sanção. “A MP será aprovada da forma como está e o governo vai vetar esse dispositivo”, garantiu o ministro. O objetivo inicial do governo Temer era permitir que estrangeiros assumissem até 100% das aéreas. O projeto deve ser votado nesta quarta-feira, 29, pelo Senado Federal (veja mais clicando aqui).

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A MP original, enviada pela presidente afastada, Dilma Rousseff, elevava o porcentual de participação estrangeira de 20% para 49%. Sob a orientação do governo Temer, entretanto, os deputados inseriram no projeto um dispositivo que permitiria a total abertura de capital das empresas aéreas brasileiras. A medida não foi bem aceita pelos senadores e recebeu críticas inclusive de parlamentares da base aliada de Temer, que, entre outras razões, questionaram a possibilidade de perda da soberania do espaço aéreo nacional. 

“Nitidamente, a preocupação do Senado é não entregar o controle acionário para o investidor estrangeiro”, afirmou Padilha. Mas minimizou o fato, dizendo que os senadores não são contrários à abertura de capital em si, mas estão preocupados com a aviação regional. Segundo o ministro, uma possibilidade seria um compromisso das empresas internacionais com o transporte aéreo regional do Brasil. 

Por mais que tenha dito compreender o posicionamento dos senadores, Padilha defendeu a intenção do governo Temer de internacionalizar capitais para a geração de empregos. Ele também listou outros setores nacionais que já estão integralmente abertos ao capital externo. “Temos 100% no óleo e no gás, temos 100% nas comunicações, a nossa telefonia é 100% aberta.”

Vale (VALE3, R$ 15,71, +1,62%; VALE5, R$ 12,87, +2,47%)
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 8,68, +1,76%) – holding que detém participação na mineradora – disparam, seguindo o movimento do minério de ferro e a elevação de preço-alvo da Vale pelo Itaú BBA. Nesta sessão, o preço do minério de ferro subiu 0,45% no porto de Qingdao, na China, indo a US$ 53,89 a tonelada. 

Além disso, o Itaú BBA revisou suas estimativas para a Vale hoje e elevou o preço-alvo de seus ADRs (American Depositary Receipts) de US$ 3,00 para US$ 5,00 por ação, implicando em um potencial de alta de cerca de 40%. A recomendação foi mantida em “market perform” (desempenho em linha com a média). 

A equipe de análise do banco, composta por Marcos Assumpção, Daniel Sasson e Carlos Eduardo Schmidt, elevou as expectativas de Ebitda da mineradora em 2016 e 2017 em 21% e 5%, respectivamente, após incorporar preços mais elevados de minério este ano (US$ 50,00 a tonelada) e em 2017 (US$ 45,00 a tonelada), além das recentes conquistas de redução de custos pela companhia. Eles comentaram que mantiveram a recomendação da ação, devido à significante dependência da Vale nos preços do minério e baixas alterações em suas projeções de longo prazo.

Petrobras (PETR3, R$ 11,57, +2,84%; PETR4, R$ 9,50, +3,26%)
As ações da Petrobras seguem em disparada, seguindo os preços do petróleo no exterior. O contrato Brent subiu 3,7%, a US$ 50,38 o barril, nesta sessão, enquanto o WTI avançou 4,24%, a US$ 49,88. A commodity intensificou ganhos após os estoques do petróleo dos Estados Unidos caírem em 4,1 milhões de barris para 526,6 milhões de barris na semana, segundo dados da EIA (Agência de Energia dos Estados Unidos, na sigla em inglês) divulgados nesta manhã.  

Hypermarcas (HYPE3, R$ 22,25, -14,26%)
As ações da Hypermarcas desabaram pelo segundo dia, acumulando perdas de 20% no período, em um movimento que vem sendo alimentado por forte volume financeiro. O giro financeiro hoje atingiu R$ 798 milhões, maior que o registrado ontem (de R$ 239 milhões) e bem superior à média diária de R$ 77,3 milhões dos últimos 21 pregões. Com a derrocada, as ações bateram hoje mínima desde janeiro de 2016. 

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Hoje, mais uma denúncia envolvendo a empresa afetam suas ações. Segundo o Estadão, Na mira da Procuradoria-Geral da República, após a delação de seu ex-diretor de Relações Institucionais, Nelson Mello, o grupo já teve seu principal acionista, João Alves de Queiroz Filho, citado em uma quebra de sigilo na Operação Lava Jato. Embora a delação de Mello não seja no âmbito da operação que apura o cartel de empreiteiras na Petrobras, os investigadores querem descobrir o motivo dos pagamentos efetuadas pela Monte Cristalina, holding de Queiroz Filho, à JD Consultoria, do ex-ministro da Casa Civil no governo Lula José Dirceu. 

De acordo com a quebra de sigilo da consultoria solicitada pela força-tarefa de Curitiba, a Monte Cristalina efetuou vários pagamentos, entre 2008 e 2013, que somaram R$ 1,5 milhão. Segundo o Estadão divulgou na véspera, a empresa está no centro de mais um escândalo envolvendo políticos. Mello, apontado como o braço direito de Queiroz Filho há cerca de 30 anos, disse que a empresa repassou R$ 30 milhões para senadores do PMDB, entre eles, Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM). Todos negam terem recebidos recursos. 

Em nota à imprensa, o Grupo Hypermarcas informou que, após a saída de Nelson Mello, em março de 2016, a companhia “contratou assessores externos renomados para conduzir uma auditoria, já finalizada, que concluiu que o Sr. Mello autorizou, por iniciativa própria, despesas sem as devidas comprovações das prestações de serviços”. Sobre os pagamentos da Monte Cristalina à JD Consultoria, a Monte Cristalina disse que a contratação teve como objeto “análises mensais sobre o cenário político e econômico brasileiro” e que os valores cobrados “estavam em linha” com preços do mercado. Já a defesa de José Dirceu não respondeu à reportagem.

Papel e celulose
As ações do setor de papel e celulose seguiram em queda livre na Bolsa em meio à derrocada do dólar frente ao real, que atinge hoje o menor patamar desde março do ano passado. Das 9 quedas do Ibovespa nesta sessão, duas foram das ações do setor: Fibria (FIBR3, R$ 22,08, -1,78%) e Suzano (SUZB5, R$ 11,22, -2,26%). 

No curto prazo, os analistas da Citi Corretora esperam um impacto negativo para as exportadoras, em meio a um ambiente de fraqueza para a celulose, valorização do real e incertezas sobre a Europa, que representa cerca de 25% da demanda global por celulose. Em exposição da receita à Europa, Suzano (26%) e Klabin (15%). 

Marfrig (MRFG3, R$ 5,67, 0,0%)
Segundo fonte disse à Bloomberg, a Marfrig fará uma oferta de US$ 750 milhões em títulos com vencimento em 2023. A oferta, que terá como emissão a Marfrig Holdings (Europa) B.V., deve ser precificada hoje. O objetivo da oferta é o pagamento de dívida no mercado (que pode incluir resgate ou compra de títulos de 2016 e/ou 2017, disse a fonte. Os coordenadores da operação serão BB Securities, Bradesco BBI, HSBC, Morgan Stanley e Santander. 

Ser Educacional (SEER3, R$ 12,59, +2,36%)
A Ser Educacional sobe após apresentar melhora na proposta para fusão com a Estácio Participações (ESTC3, R$ 16,87, +5,44%). A nova oferta prevê um pagamento de R$ 1 bilhão de reais, ou R$ 3,25 por ação, em dividendos extraordinários, ante proposta anterior de distribuição de R$ 590 milhões. A companhia combinada teria fatia de 68,7% da Estácio e 31,3% da Ser. O Conselho de Administração da Ser indicaria o diretor presidente. A nova proposta é válida até 8 de julho de 2016 às 8h (horário de Brasília). 

Segundo a XP Investimentos, a Estácio segue sendo a “queridinha” do setor. Disputam a companhia a Kroton, que pode fazer uma oferta hostil e teria apoio de 52% dos acionistas, a Ser Educacional, com “menor poder de fogo”, e a família Zaher, segunda maior acionista de empresa. Nesse cenário, os analistas acreditam que a Estácio deve seguir em alta no curto prazo.

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Segundo uma fonte ouvida pelo jornal O Estado de S. Paulo, a família Zaher, segunda maior acionista da Estácio, assegurou empréstimos bancários e se aliou a um fundo soberano asiático para fazer oferta pelo controle da empresa. Bradesco e Santander Brasil teriam oferecido à TCA Investimentos, veículo de investimentos da família, financiamento para a oferta. O grupo liderado pela TCA apenas fará uma oferta pública se as propostas rivais pela Estácio apresentadas por Kroton e Ser Educacional não avaliarem a Estácio adequadamente, acrescentou a fonte.

A batalha pela Estácio tende a ficar mais feroz, com a Kroton considerando uma oferta hostil se necessário. A atual proposta da Kroton avalia em 1,25 papel de sua emissão para cada ação da Estácio. Uma fonte disse ao jornal que a chance de ganhar o aval do Conselho aumentaria rapidamente se a Kroton subisse a oferta para algo entre 1,4 e 1,5 ação.

Para analistas do UBS, a oferta da Kroton permanece como a melhor opção para a Estácio. A nova proposta da Ser Educacional não traz melhora significativa em relação à oferta inicial pela Estácio, já que a grande mudança foi o componente de pagamento em dinheiro, segundo relatório assinado pelos analistas Maria Azevedo e Richard Dineen. Enquanto isso, eles comentaram que a falta de sinergia torna a optação da família Zaher a menos atrativa para o mercado. “A oferta da Kroton implica prêmio de 5% pela Estácio e, portanto, é a melhor oferta”, disseram. Os analistas também destacam a sobreposição da base de acionistas da Kroton/Estácio, o que pode favorecer essa combinação. 

Segundo informações da Reuters desta tarde, clientes da empresa sul-africana de investimento Coronation Fund Managers apoiaram a oferta de aquisição revisada da Kroton Educacional pela rival Estácio Participações, em meio a uma batalha pelo controle da companhia de educação privada. Em comunicado enviado à Reuters por Suhail Suleman e Gavin Joubert, co-gestores do fundo global para estratégias em mercados emergentes do Coronation disseram que a proposta da Kroton, revelada na semana passada, “representa a opção preferível para acionistas da Estácio no longo prazo”.

A Estácio informou nesta manhã, por meio de comunicado enviado ao mercado, que recebeu da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determinação para que a companhia apresente em até 20 dias o instrumento de OPA (Oferta Pública de Aquisição) ou anuncie ao mercado que “não pretende realizar a referida OPA dentro do período de 6 meses”.  

Elétricas
Analistas da Citi Corretora comentaram que se reuniram ontem com o vice-ministro de Minas e Energia, Paulo Pedrosa. 
Mesmo reconhecendo as dificuldades do setor, ele passou uma mensagem positiva, disse que o Ministério de Minas e Energia, Finanças e a Aneel estão alinhados para propor soluções e executar políticas que devem lidar com a oferta excessiva das companhias distribuidoras de energia, a situação financeira da Eletrobras (ELET3, R$ 12,82, -2,88%; ELET6, R$ 17,85, -4,44%), entre outros. 

O Ministério reconhece a situação difícil das distribuidoras da Eletrobras na região norte, mas o governo não deve dar ajuda financeira além do que consta na MP 735. O Ministério está procurando outras fontes para dar suporte financeiro a Eletrobras, o que inclui também a privatização da Celg em agosto e de outras distribuidoras até o fim de 2017. Para tornar esses ativos atrativos, o governo está considerando mudanças na regulação, estabelecimento de prazos flexíveis para alcançar índices de qualidade e a execução de novos contratos de concessão. Pedrosa acredita que o leilão a Celg será bem-sucedido. Ele não pareceu preocupado com o alto valuation, comentaram os analistas. 

Além disso, eles ressaltaram que o Ministério está estudando a securitização de recebíveis associados a compensação pela renovação de concessões de ativos de transmissão (RBSE), se desfazer da participação em diversas companhias listadas e estabelecer novos padrões de governança corporativa para as subsidiárias da Eletrobras.

Concessões
As ações do setor de concessões rodoviárias CCR (CCRO3, R$ 16,89, +4,26%) e Ecorodovias (ECOR3, R$ 8,25, +4,17%) dispararam nesta sessão, após informações do jornal Valor Econômico apontar que a concessão da rodovia Presidente Dutra – da CCR -, entre São Paulo e Rio, será ampliada em até 17 anos.

Os papéis da CCR atingem o maior patamar de fechamento na Bolsa desde outubro de 2014, com a notícia mitigando os efeitos adversos do potencial fim desse contrato relevante para a empresa, que seria em fevereiro de 2021. A Nova Dutra representou cerca de 15% da receita líquida e do Ebitda de 2015 da CCR.  

A extensão do contrato por mais 17 anos, entretanto, pode variar para mais ou para menos no decorrer do novo contrato. Isso aconteceria, por exemplo, se os projetos executivos das obras prometidas revelassem a necessidade de mais ou menos investimentos ou se o volume de veículos na estrada ficasse acima ou abaixo do projetado para os próximos anos.

Oi (OIBR3, R$ 1,97, +0,51%; OIBR4, R$ 1,37, +13,22%)
As ações da Oi subiram forte por mais um dia: enquanto os papéis ordinários acumulam alta de 70% nos últimos 6 pregões, os papéis preferenciais sobem 70% no mesmo período. 

No radar da companhia, o fundo Syzigy Capital Management protocolou ontem na Justiça da Holanda pedido de insolvência contra a Oi Brasil Holdings Cooperatif UA, um dos veículos financeiros da Oi na Holanda, segundo comunicado divulgado na segunda-feira pela Oi. O pedido tem como base descumprimento pela Oi Brasil Holdings relacionado aos bonds emitidos pela Oi Brasil Holdings no valor principal total de US$ 800.000. 

“A medida agressiva por parte de um titular minoritário de bonds não foi inesperada, e a Oi está preparada para tomar todas as medidas cabíveis”, segundo a empresa. Em comunicado de 22 de junho, a Oi disse que obteve decisão em NY que protege contra processos de credores; no dia 20, a companhia anunciou que entrou com pedido de recuperação judicial, após não conseguir reestruturar sua dívida diretamente com bancos e credores.

Segundo o Estadão, a definição de qual é o valor preciso dos bens reversíveis da Oi promete esquentar durante o processo de recuperação judicial da operadora, diante da divergência de estimativas de dois entes federais: Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo a Anatel, os bens reversíveis da Oi têm valor contábil (registrado no balanço) de R$ 8,09 bilhões, de acordo com os dados mais recentes repassados pela tele, em 2014. Já o TCU questiona esse montante, avaliando que os  bens reversíveis de todas as concessionárias no País totalizam mais de 8 milhões de itens, com um valor estimado em R$ 105 bilhões. A parte da Oi seria de R$ 51,9 bilhões, conforme informações apresentadas pelo tribunal.