Educacionais e Souza Cruz disparam, Vale derrete 5% e Petrobras cai mais de 1%

Confira aqui os principais destaques da Bovespa na tarde desta segunda-feira

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SÃO PAULO – Notícias corporativas fazem as ações do setor de educação e a Souza Cruz dispararem nesta segunda-feira, enquanto os papéis da Vale caem cerca de 5% com corte de recomendação e Petrobras é penalizada pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Chama atenção ainda a quinta alta seguida dos papéis da Minerva. Confira abaixo os principais destaques desta sessão, segundo cotação das 12h58 (horário de Brasília):

Petrobras (PETR3, R$ 9,38, -1,68%; PETR4, R$ 9,49, -1,86%)  
As ações da Petrobras aceleram a queda nesta tarde, seguindo o desempenho negativo dos preços do petróleo no mercado internacional. O Brent, negociado em Londres, recuava 1,94%, a US$ 59,05, enquanto o WTI, cotado no Texas, caía 2,99%, a US$ 49,29. Os preços da commodity caem com a retomada da produção no maior campo de petróleo da Líbia, além da oferta maior que a demanda. Na sexta-feira, o JPMorgan escreveu que a perda do grau de investimento é iminente, lembrando que as agências estão com o rating da Petrobras apenas uma nota acima do grau de investimentos.

Vale (VALE3, R$ 21,48, -5,04%; VALE5, R$ 18,61, -4,32%)
As ações da Vale intensificam as perdas nesta manhã após a companhia ter tido sua recomendação cortada pelo Morgan Stanley. O banco revisou a classificação de equal weight (desempenho em linha com a média) para underweight (desempenho abaixo da média). Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 13,11, -4,45%), holding que detém participação na Vale. 

Educacionais
As ações do setor disparam na Bolsa nesta segunda-feira: Kroton (KROT3, R$ 12,48, +7,59%), Estácio (ESTC3, R$ 20,64, +7,50%), Ser Educacional (SEER3, R$ 14,60, +7,35%) e Anima (ANIM3, R$ 22,85, +8,91%). Os papéis ganham força com a edição, pelo Ministério da Educação, da norma sobre as inscrições no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) para o primeiro semestre de 2015. A questão do Fies tem sido objeto de discussões entre as companhias e o governo e tem influenciado fortemente as ações nos últimos dois meses. 

O ponto específico do texto que traz alívio a essas ações hoje é o que fala sobre o intervalo de 45 dias para pagamento de parcelas do financiamento educacional. A nova regra é favorável para as empresas já que aumenta o prazo de pagamento do governo para empresas privadas é válido somente para esse ano. Anteriormente, as mudanças não tinham prazo de vigência. “O ministério reverteu quase que inteiramente a portaria 23 (de 29 de dezembro). O cronograma de pagamento de 8 meses por ano apenas ocorrerá em 2015. Nenhuma limitação de preços foi formalmente anunciada na portaria desta manhã”, afirmaram analistas do Itaú BBA em nota a clientes.

Souza Cruz (CRUZ3, R$ 25,95, +9,73%)
As ações da Souza Cruz disparam hoje após anúncio de OPA (Oferta Pública de Aquisição) para fechamento de capital. O acionista controlador BAT informou hoje que pretende adquirir 100% das ações da companhia pelo preço de R$ 26,75. O valor oferece um prêmio de 13,11% ao preço de fechamento do papel da última sexta-feira (23), mas de 30% sobre a média ponderada do preço de fechamento da ação no período de três meses encerrado em 20 de fevereiro. A oferta contemplará 24,7% das ações emitidas pela companhia – ou 378,1 milhões de ações. 

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Considerando o preço estipulado para a OPA de R$ 26,75 por ação, a BAT irá gastar R$ 10,1 bilhões para comprar todas as ações de circulação da Souza Cruz. “Certamente não é positiva a saída do mercado de ações de uma grande empresa, porém, para os acionistas a operação é rentável no curto prazo”, comentou a Planner Corretora. 

Minerva (BEEF3, R$ 8,94, +3,95%)
As ações da Minerva sobem pelo quinto pregão consecutivo após fechar a compra da colombiana Red Carnica, por US$ 30 milhões. Nesse período, os papéis acumulam valorização de 12,75%.  

Sabesp (SBSP3, R$ 16,07, +3,01%)
Uma reportagem da Folha de S. Paulo estuda pedir reajuste acima da inflação para equilibrar as contas. O principal argumento é o aumento do custo de energia elétrica que não estava previsto no plano de negócios da empresa, aprovado em 2014. 

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TIM (TIMP3, R$ 12,03, -2,83%)
As ações da TIM caíram 3,5% na sexta-feira depois que o presidente da Telecom Itália, dona da TIM, Marco Pactuano, disse que não faria sentido fundir com a Oi (OIBR4, R$ 6,15, -5,38%) e que muito menos pensa em vender a TIM. Para o analista Flávio Conde, a recomendação é para seguir fora das ações TIMP3 porque o imbróglio da Oi ainda levará tempo para ser resolvido e investidores estão se “cansando” do setor apesar das características defensivas para a conjuntura macroeconômica do país e apesar da coerente possibilidade de consolidação.

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 7,14, -2,19%)
O BB Investimentos iniciou cobertura das ações da MRV com recomendação market perform (desempenho em linha com a média) e preço-alvo de R$ 8,50 para dezembro de 2015. Segundo os analistas Daniel Cobucci e Wesley Bernabé, que assinam o relatório, a companhia está bem posicionada em relação à maioria dos pares, com margens mais satisfatórias e baixa alavancagem, a despeito de algumas empresas do segmento de construção civil residencial, que enfrentam um contexto de redução na rentabilidade e preocupação com fatores de endividamento e estoques. 

BR Properties (BRPR3, R$ 10,46, +0,10%) e São Carlos (SCAR3, R$ 31,68, -2,52%)
O Itaú BBA cortou hoje a recomendação para as ações da BR Properties, que passou de outperform (desempenho acima da média) para market perform (desempenho em linha com a média), e São Carlos, de market perform para underperform (desempenho abaixo da média). O preço justo caiu de R$ 17,80 para R$ 12 no caso da BR Properties, enquanto da São Carlos passou de R$ 41,10 para R$ 33,50.  

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Embora a visão seja positiva para o longo prazo, considerando que a dinâmica de oferta e demanda deve melhorar gradualmente a partir de 2017 e as empresas devem ganhar mais valor com fusões e aquisições, as taxas de vacância devem subir 24% este ano em São Paulo e 17% no Rio de Janeiro, sendo melhor adotar uma postura de cautela, disse o analista Enrico Trotta, que assina o relatório.