Educacionais disparam 9% e Marcopolo sobe 7% antes de votar recompra de ações

Entre os destaques ainda esteve a Petrobras, que fechou com perdas de quase 4% em meio à queda do petróleo nesta quinta-feira com os dados de estoque da commodity

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SÃO PAULO – Após a euforia da Quarta-feira de Cinzas, nesta quinta-feira (19) a Bolsa teve dia instável, fechando praticamente estável, aos 51.294 pontos, após ter chegado a cair 0,80% e subir 0,70% em sua mínima e máxima do dia. Entre os destaques estiveram as ações das educacionais, que seguem no aguardo do anúncio das possíveis mudanças no Fies, que foi adiado após o falecimento da mãe do ministro da Educação, Cid Gomes, que até ontem não tinha previsão de volta à Brasília.

Outros papéis também chamaram atenção na ponta positiva do Ibovespa, como a Marcopolo, que após renovarem na última semana seu menor fechamento histórico, a R$ 2,20, já chegam ao quarto dia seguido de ganhos na Bovespa. Hoje, os papéis viveram sua maior alta desde 29 de maio do ano passado após comunicado da companhia informar que seu conselho de administração irá votar no dia 23 de fevereiro uma recompra de ações. 

Para ver os principais ganhos e perdas desta quinta-feira, utilize a ferramenta “altas e baixas” do InfoMoney, clicando aqui.

Confira os destaques da Bolsa desta quinta-feira:

Educacionais
Os papéis do setor de educação fecharam com fortes ganhos nesta sessão, dando continuidade à forte alta da véspera. Na Bolsa, destaque para Kroton (KROT3, R$ 11,96, +9,22%), Estácio (ESTC3, R$ 19,75, +5,73%), Ser Educacional (SEER3, R$ 13,88, +1,98%) e Anima (ANIM3, R$ 20,85, +5,95%). Nos últimos cinco pregões, as ações da Estácio foram as que mais ganharam, acumulando valorização de 22%. O mercado aguarda que o Ministério da Educação divulgue as novas regras dos programas de financiamento estudantil. A expectativa é que seja autorizado um reajuste de tarifas escolares acima da inflação (com teto em 6,5%). Segundo o Valor, o ministro Cid Gomes adiou o retorno do Carnaval após falecimento de sua mãe, o que deve adiar também o anúncio das mudanças.  

Marcopolo (POMO4, R$ 2,52, +7,69%)
Praticamente vindo só de quedas desde dezembro, as ações da Marcopolo deram uma trégua ao movimento baixista e fecharam com ganhos pelo quarto dia seguido na Bolsa – vivendo hoje sua maior alta desde 29 de maio. Nesta quinta-feira a companhia informou em comunicado que seu conselho de administração irá votar uma recompra de ações no dia 23 de fevereiro. Na última quarta-feira os ativos POMO4 renovaram seu menor fechamento histórico, a R$ 2,20. Apesar das recentes altas, os papéis já caem 41% desde dezembro passado. 

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Petrobras (PETR3, R$ 9,64, -3,12%; PETR4, R$ 9,75, -3,66%)
As ações da Petrobras amenizaram as perdas juntamente com os preços do petróleo no mercado internacional. Depois de caírem cerca de 4%, o Brent, negociado em Londres e usado como referência pela petroleira, recuava 0,86%, a US$ 60,00, enquanto o WTI, do Texas, recuava 1%, a US$ 51,60. A queda diminuiu depois que foi divulgado nos Estados Unidos o indicador de estoques de petróleo, que mostrou aumento de 7,7 milhões de barris na semana encerrada em 13 de fevereiro. O dado ficou acima da expectativa de analistas, de aumento de 3,1 milhões de barris, mas abaixo do apontado pelo relatório American Petroleum Institute (API), de 14,3 milhões de barris, conforme divulgado na noite de ontem.  

No radar, a companhia deve renegociar alguns importantes contratos de aluguel de plataformas com fornecedores, informa uma reportagem de O Estado de S. Paulo. Além disso, o Soros Fund Management, escritório familiar do gestor bilionário George Soros, informou que se desfez no quarto trimestre do ano passado de 60% de participação que detinha nos ADRs (American Depositary Receipts) da estatal.   

Bancos
No mesmo movimento de correção mas mais ameno, as ações dos bancos Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,70, -0,03%) e Bradesco (BBDC3, R$ 36,41, -0,14%; BBDC4, R$ 36,92, -0,22%) fecharam em queda após três sessões seguidas de ganhos. Por outro lado, os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 24,35, +1,67%) fecharam com alta depois de terem caído ontem, pressionados por um forte movimento de venda liderado pelo Bank of America Merrill Lynch, que encerrou a sessão com saldo vendedor de 2,5 milhões de ações, conforme apurou o InfoMoney. O movimento pode sinalizar a saída de algum grande player (provavelmente, investidor estrangeiro).  

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Vale (VALE3, R$ 22,10, -2,69%; VALE5, R$ 19,06, -2,51%)
As ações da Vale fecharam em queda nesta quinta-feira, apesar da mineradora ter revelado nesta manhã produção recorde de minério de ferro, níquel, cobre e ouro no quarto trimestre. Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 13,39, -3,81%), holding que detém participação na Vale. Esse foi o primeiro pregão no negativo desses papéis após quatro altas seguidas. 

Segundo a Guide Investimentos, a produção foi recorde em 2014, mas a evolução é limitada pela forte retração no preço dos insumos no mercado. Dessa forma, a atenção volta-se para o resultado da companhia, que é esperado para ser divulgado dia 26 de fevereiro, antes da abertura do mercado. No balanço, a manutenção de margens e a contenção de custos e despesas serão pontos-chaves para verificar se a empresa está se adaptando a nova realidade de preços do minério e outras commodities, comentou.

Oi (OIBR4, R$ 7,13, -1,79%)
Depois de subirem forte por dois dias, as ações da Oi fecharam em queda nesta quinta. A Portugal Telecom SGPS disse ontem, em comunicado feito a pedido da CMVM (Comissão de Valores Mobiliários, órgão que regula o mercado de capitais português), que a transferência de dívida para a Oi está em análise financeira e legal. A operação faz parte do processo de venda de ativos da Oi em Portugal para o grupo francês Altice, que não quis assumir a dívida da PT Portugal no negócio de € 7,4 bilhões.  

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Sabesp (SBSP3, R$ 15,74, +0,25%)
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o rodízio de água em São Paulo deverá ser evitado se as chuvas conseguirem elevar o nível do sistema Cantareira, da Sabesp, a um patamar entre 13% e 14% até o final de março e se as obras emergenciais previstas para elevar a capacidade dos reservatórios não atrasarem. O analista Flávio Conde comenta que seria muito otimismo acreditar nesse cenário, apontando que continua cético sobre a empresa e recomendando venda. “A Sabesp perderá de um jeito (com rodízio: menor receita e maiores investimentos) ou outro (sem rodízio: receitas já mais baixas e maiores investimentos)”, disse.  

BB Seguridade (BBSE3, R$ 31,72, +4,38%)
As ações da BB Seguridade fecharam entre os ganhos da Bolsa na sessão, em meio à elevação de recomendação pelo JPMorgan de neutra para overweight (desempenho acima da média).