Educação e alimentação são responsáveis pelo resultado do IPCA-15 de março

Grupos registraram quedas significativas nas taxas, influenciando na redução de 0,52 ponto percentual no IPCA-15

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SÃO PAULO – O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) de março registrou uma variação de 0,11%, contra 0,63% em fevereiro. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a razão da queda foi o resultado apresentado pelos grupos Educação (-0,43%) e Alimentação e Bebidas (0,21%).

Em fevereiro, o primeiro grupo havia registrado alta de 4,95%, refletindo os reajustes do início do ano letivo. No caso dos alimentos, a taxa era de 0,44% no segundo mês do ano. A desaceleração da alta nessa classe de despesa aconteceu devido ao barateamento de produtos importantes no consumo das famílias, como feijão preto (de 5,52% para -7,78%), feijão carioca (de 2,14% para -10,17%), carnes (de -0,80% para -3,01%) e tomate (de -6,74% para -8,67%).

Porém, alguns itens continuaram com alta: açúcar cristal (de 8,20% para 17%), açúcar refinado (de 1,96% para 10,72%), frutas (de 0,64% para 3,03%) e hortaliças (de 5,22% para 9,69%).

No ano, o IPCA-15 está com uma taxa acumulada de 1,14%, abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de 1,58%. Nos últimos doze meses, a variação está em 5,65%, também menor do que a registrada nos doze meses imediatamente anteriores, de 5,77%.

Regiões

Entre os índices regionais, o maior foi registrado em Recife, de 0,56%, devido ao grupo alimentação e bebidas, cuja variação ficou em 0,94%. Na outra ponta, com o menor resultado, está o Rio de Janeiro, com deflação de 0,23%, devido à queda de 0,97% nos produtos alimentícios.

Na tabela abaixo é possível conferir os índices de cada região, em fevereiro e março deste ano, além do resultado para o acumulado do ano:

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Região Fevereiro Março Acumulado do ano
Recife 0,47% 0,56% 1,05%
Belém 0,54% 0,46% 2,03%
Belo Horizonte 1,13% 0,19% 2,15%
São Paulo 0,42% 0,15% 0,72%
Fortaleza 0,03% 0,15% 0,45%
Salvador 0,80% 0,13% 1,52%
Brasília 0,73% 0,12% 1,32%
Curitiba 0,86% 0,03% 0,94%
Porto Alegre 0,44% 0,11% 0,67%
Goiânia 0,24% -0,13% 0,21%
Rio de Janeiro 0,95% -0,23% 1,70%
Brasil 0,63% 0,11% 1,14%