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SÃO PAULO – Visitar um local não apenas para relaxar e se divertir, mas para poder interagir com o ecossistema da região, conhecer suas relações com o homem, suas fragilidades, belezas naturais e peculiaridades. Este é o conceito do ecoturismo que, por agregar todos os pontos citados, acaba por se tornar mais caro do que o turismo convencional.
De acordo com a Cia. do Ecoturismo, agência especializada no tipo de viagem, os roteiros costumam apresentar preços mais elevados por priorizar destinos mais reservados, grupos reduzidos e atividades diferenciadas, tais como esportes de aventura, integração com comunidades, trekkings, além de contar com estadias mais longas e lugares inóspitos.
A África dos safáris
Aliando uma natureza exótica e exuberante à infra-estrutura excelente, a África pode ser uma viagem encantadora para quem busca ecoturismo. Os safáris atraem cada vez mais turistas. Na agência de viagens FreeWay é possível viajar ao continente por US$ 2.676 em nove dias (Cape Town, Garden Route e Johannesbug) até 30 de junho deste ano, com parte aérea.
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Na Cia. do Ecoturismo, por sua vez, os pacotes partem de US$ 2.714 (apartamento duplo) em uma viagem de 13 dias, incluída passagem aérea. Inclui passeios em Cape Town, safáris fotográficos no Amakhala Game Reserv e Port Elizabeth.
A Ásia das escaladas e passeios
Na Ásia, os atrativos maiores são as escaladas e os passeios de barco. Na “Terra Livre”, significado de Tailândia, é possível contemplar os templos tradicionais, passear em dorsos de elefante, visitar cavernas, povoados e escavações. O valor na Cia. do Ecoturismo é de US$ 4.567 em apartamento duplo para 15 dias, com parte aérea.
Outro destino bastante requisitado é a Índia. Cores, cheiros, sons e muita gente são encontrados pelas ruas onde tudo acontece. Para conhecer o berço do budismo e do hinduísmo, o turista paga US$ 3.975 em apartamento duplo, por 12 dias, com parte aérea. A viagem, da Cia. do Ecoturismo, inclui passeio a Nova Déli, visita ao Taj Mahal e passeio de barco.
Ecoturismo perto de casa
O brasileiro que pensa que é preciso ir até a África ou Ásia para fazer o ecoturismo está enganado. Destinos na própria América do Sul atraem visitantes o ano todo, como a Argentina e Chile.
Na Patagônia (El Calafate e Ushuaia), uma viagem de sete dias custa a partir de US$ 2.056 na Freeway, até 30 de junho. No Chile, a aventura de caminhada ou bicicleta no Deserto de Atacama custa R$ 2.260 por nove dias. Os pacotes incluem parte aérea.
Cuidados!
Percorrer trilhas, nadar em rios e cachoeiras e beber água direto da nascente. Embora as práticas pareçam inofensivas, é preciso tomar cuidado para não colocar sua saúde em risco. Veja abaixo algumas orientações do Ambulatório do Viajante do Hospital das Clínicas e do Núcleo de Medicina do Viajante do Instituto de Infectologia Emílio Ribas:
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- Repelentes: evita picada de insetos e reduz o risco de contrair doenças. O ideal é aquele que contém dietiletilbenzamida em uma concentração de 30%, que deve ser reaplicado de quatro em quatro horas. Se a concentração for menor, aplique em intervalo menor;
- Animais: o ecoturista precisa estar atento para a presença de caramujos e de roedores nas proximidades. Em caso de acidente com animal peçonhento, não fazer toniquete no local da picada.
Por último, oriente-se sobre as vacinas necessárias para visitar o destino e beba bastante água e alimente-se corretamente.