Ecorodovias: BoA Merrill Lynch inicia cobertura com recomendação de compra

Banco estabelece preço alvo de R$ 11 para as ações; sólido fluxo de caixa e lucros estáveis baseiam tese de investimentos

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SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch iniciou a cobertura da Ecorodovias (ECOR3) com recomendação de compra para as ações e preço alvo de R$ 11, o que representa um upside de 20% (com base no fechamento desta segunda-feira) combinado com uma expectativa de dividend yield de 2% para 2010.

Segundo a analista Sara Delfim, as perspectivas para a indústria de concessão de rodovias são boas no longo prazo devido ao robusto ambiente macroeconômico e contínuo crescimento do agronegócio. De acordo com o BoA ML, as rodovias comportam 60% das cargas transportadas dentro do Brasil.

A tese de investimentos da analista esta baseada no sólido fluxo de caixa e na baixa volatilidade dos lucros apresentados pela empresa. Sara enfatiza ainda que atualmente as ações são negociadas com múltiplo EV/Ebitda, considerando as projeções para geração de caixa em 2010 e 2011, de 7,2 vezes e 6,2 vezes, respectivamente, o que implica desconto de 20% e 17% frente à principal concorrente da Ecorodovias no setor, a CCR (CCRO3). Para a analista, considerando a maior liquidez e o histórico mais forte da CCR, o desconto visto como “justo” seria 15%.

Pontos positivos
A analista prevê uma forte performance operacional com uma margem Ebitda de aproximadamente 65%, além do crescimento do Ebitda e do lucro por ação em uma margem anual de 14,5% e 13%, respectivamente, no período de 2009 a 2014.

Com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas 2016 sendo sediadas no País, o governo brasileiro deverá fazer investimentos em infraestrutura e a empresa tem o interesse, junto com CCR, de participar diretamente do leilão de concessão para os projetos de rodovias, metrô e trem urbano.

Foco de atuação
O Bank of America destaca ainda em seu relatório que, segundo a gerência da Ecorodovias, os recursos provenientes do IPO serão usados para a aquisição de diferentes ativos, incluindo concessão de rodovias no mercado secundário e terminais de portos. A analista Sara Delfim acredita que seria difícil completar estas aquisições, pois a forte concorrência aumentaria o risco da empresa pagar muito caro por elas. Na visão dela, a empresa é atrativa pelos ativos que já possui e que os investidores não devem contar com aquisições e fusões como principal driver para a empresa.

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Risco de investimento
Uma vez que o crescimento do tráfego nas rodovias administradas pela empresa depende do crescimento econômico, a analista aponta como fatores de risco em sua tese de investimentos uma diminuição da atividade econômica, aumento nos preços de combustível e fraca atividade da agricultura.