Europa

Economistas do BCE avaliam em estudo que austeridade funciona

Os autores concluem que "mesmo na presença de um grande multiplicador fiscal, a consolidação fiscal poderia inicialmente levar a uma relação de dívida maior, mas esse efeito será em geral revertido dentro de poucos anos", argumenta o trabalho

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Um novo estudo publicado por economistas do Banco Central Europeu (BCE) argumenta que é em geral uma boa ideia para os países que necessitam de cortes orçamentários e redução de gastos fiscais que atuem com rapidez, já que isso pode reduzir o problema fiscal total e estabilizar a dívida mais rápido.

“Simulações usando conjecturas prováveis sugerem que a consolidação antecipada reduz o esforço total de consolidação e estabiliza a relação de dívida mais rapidamente, ainda que isso realmente implique em maiores reduções na produção no curto prazo”, escrevem os autores.

O estudo avalia o impacto da consolidação fiscal sobre a produção de um país, ou o que os economistas chamam de “multiplicador fiscal”. Os autores concluem que “mesmo na presença de um grande multiplicador fiscal, a consolidação fiscal poderia inicialmente levar a uma relação de dívida maior, mas esse efeito será em geral revertido dentro de poucos anos”, argumenta o trabalho.

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O trabalho pode ser mais um elemento para o debate surgido dos dois lados do Atlântico sobre a resposta apropriada para a crise da dívida da Europa. Muitos formuladores da política europeus defendem a austeridade para reduzir os altos níveis de endividamento, enquanto outros economistas nos Estados Unidos e na Europa criticam essa abordagem, argumentando que isso atrapalha o crescimento e leva a uma relação maior entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB).