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(Bloomberg) – Confiança de empresários e consumidores surpreendeu positivamente em julho, com alta disseminada. Outros indicadores antecedentes também sugerem que 2S16 pode ser melhor que esperado, segundo relatório de analistas do Itaú.
- “Nossos indicadores proprietários de atividade econômica, baseados em índices contemporâneos de difusão e momento, corroboram a visão de que a economia estaria próxima do início de uma retomada”
- Banco mantém, “por enquanto”, estimativa -3,5% do PIB 2016 e +1,0% em 2017
- “À medida que as reformas fiscais avancem, devemos incorporar ao cenário o viés positivo sugerido pelos indicadores antecedentes e contemporâneos de alta frequência – a revisão de cenário irá incorporar também as informações derivadas da divulgação, no fim do mês, do PIB do segundo trimestre”
- “Entretanto, o mercado de trabalho deve continuar em deterioração devido às defasagens com que reage à atividade econômica”
- Banco ajusta projeção de resultado primário/PIB 2016 de -2,4% p/ -2,5%, “em razão de receitas correntes menores que o esperado”
- Mantém projeção para 2017 em -2,2% do PIB
- “Contas públicas continuam com tendência de deterioração, que só deverá ser revertida em caso de aprovação das reformas estruturais”
- Banco mantém projeção p/ câmbio no fim de 2016 em R$ 3,25, e em R$ 3,50 no final de 2017
- “Esses valores são compatíveis com déficits em conta corrente maiores nos próximos anos, mas ainda em patamares confortáveis”
- Banco mantém projeção para IPCA 2016 7,2%
- “Apesar da maior pressão dos preços de alimentos na margem, acreditamos em moderação ao longo do segundo semestre”
- “Para 2017, a melhora das expectativas reforça nosso cenário de desaceleração do IPCA para 4,8%, com alta de 4,7% dos preços livres e de 5,2% dos preços administrados”
- Banco mantém projeção p/ Selic 2017 em 10%
- “Foco na convergência da inflação em 2017 não permite corte de juros agora”
- “Entendemos que, conforme o foco da política monetária para 2016 migre para 2018, o Banco Central encontrará espaço para dar início a um novo ciclo gradual de flexibilização monetária.
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