Economia dos EUA está quase estagnada, aponta Conference Board

Presidente da instituição assume tom pessimista e prevê horizonte conturbado para principais economias do mundo

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SÃO PAULO – A Conference Board, responsável pela pesquisa sobre a confiança do consumidor norte-americano, afirmou logo cedo que a economia dos EUA está passando por um período de ajustes, com previsões de crescimento econômico entre 1,00% e 2,00% para os próximos anos.

Porém, mesmo com as taxas positivas, a presidente do grupo, Gail Folser, afirmou que o baixo desempenho é bastante semelhante a um quadro de recessão, com evidências de que tanto os setores de tecnologia como o de manufaturas estão apresentando sinais de enfraquecimento.

O mercado de trabalho também é motivo de preocupação, dado o elevado número de postos de trabalho cortados nos últimos meses.

Crise generalizada

Continuando o pronunciamento, as previsões para o resto do planeta também não são nada animadoras: na Europa, o caos econômico está cada vez mais próximo, como sugeriu o presidente do BoE (Bank of Europe) na quinta-feira, enquanto no oriente, as projeções apontam redução no ritmo de crescimento.

Países como China e Austrália já dão indícios bastante significativos de que a economia está ficando mais lenta por lá, após quase dez anos da última crise financeira asiática. No caso chinês, o mal estar está evidente com a mudança na estratégia do Banco Central, que volta a prestar mais atenção em políticas pró-exportação.

Câmbio e inflação

Além disso, deve ser destacada a situação atual do mercado cambial, que conta com a valorização do dólar frente às principais moedas do globo – no caso do euro, por exemplo, a divisa norte-americana voltou a ocupar cotações semelhantes a de 11 meses atrás, na última sessão.

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Já em relação à inflação mundial, a presidente da Conference Board apostou que a trajetória deverá continuar intensa nos próximos meses, mesmo com o alívio no preço das commodities, dada a postura mais conservadora assumida pelos principais Bancos Centrais, que temem acentuar ainda mais o desaquecimento econômico.