Economia dos EUA e IPCA impulsionaram títulos da dívida externa brasileira

Fraco desempenho do mercado de trabalho dos EUA ampliou apetite dos investidores por bônus brasileiros nesta sessão

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SÃO PAULO – Mesmo com a disparada do preço do petróleo, os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano e a menor alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) em setembro foram suficientes para impulsionar os principais títulos da dívida externa brasileira nesta sexta-feira. Com isso, o risco país encerrou em forte queda, abaixo dos 450 pontos base.

No que se refere à economia norte-americana, o dia foi marcado pela divulgação do Relatório do Emprego. De uma maneira geral, o destaque ficou com o nonfarm payrolls, que mostrou que o número de novos postos de trabalho criados (96 mil) em setembro ficou abaixo do esperado pelos analistas (150 mii). Para os países emergentes, como o Brasil, isto é uma boa notícia, já que reforça as apostas de gradualismo do Federal Reserve.

Vale destacar que os ganhos somente não foram maiores em função da nova disparada do preço do barril de petróleo, tanto em Londres quanto em Nova York. Para se ter uma idéia, no mercado londrino, o preço do barril tipo Brent encerrou muito próximo dos US$ 50, enquanto em Nova York, o preço do barril encerrou acima do patamar de US$ 53, recorde histórico.

Menor alta do IPCA agradou investidores

Mas não foi somente o cenário externo que agradou os investidores. No mercado doméstico, a sexta-feira também foi marcada pelas boas notícias. Neste sentido, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o seu IPCA referente a setembro, apurando uma inflação de 0,33% no período, frente à alta de 0,69% registrada em agosto e da variação positiva de 0,50% esperada pelo mercado, segundo o relatório Focus.

Contudo, ainda é cedo para dizer que, em função desta menor alta, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve manter a Selic em outubro, até mesmo pelo fato de que a recente disparada do petróleo segue trazendo preocupações. O que se pode afirmar por enquanto é que a desaceleração inflacionária deve fazer com que o Copom mantenha uma postura moderada de aumento do juro, de forma a não afetar o crescimento econômico.

Principais títulos seguem em alta

Assim, o principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 2,22% na tarde desta sexta-feira, cotado a 114,81 centavos de dólar.

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Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresentou alta de 0,70%, cotado a 100,13 centavos de dólar e o Par Bond registrou valorização, cotado a 90,00 centavos de dólar.

Risco país apresenta queda

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 440 pontos base, uma queda de 19 pontos base em relação ao último fechamento.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 100,13 99,44 +0,70
Par Bond 90,00 88,94 +1,19
Discount Bond 89,25 89,25 0,00
Global 06 109,00 108,75 +0,23
Global 07 115,50 114,94 +0,49
Global 09 130,13 129,44 +0,54
Global 20 128,00 125,50 +1,99
Global 27 108,94 106,06 +2,72
Global 40 114,81 112,31 +2,22