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SÃO PAULO – A economia internacional apresentou sinais de melhora em 2012, principalmente com as resoluções da crise da dívida soberana na Zona do Euro. Diversas ações, como as tomadas pelo BCE (Banco Central Europeu) para injeção de liquidez no mercado e o acordo de troca de dívida feito pela Grécia com credores privados, animaram os analistas, prevendo um cenário mais positivo.
De acordo com os analistas consultados pela Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, publicada nesta quarta-feira (21), as expectativas continuam de crescimento fraco do continente europeu e de alta apenas moderada nos EUA. Os analistas projetam um PIB norte-americano de 2,2% nesse ano, em linha com a pesquisa anterior, e com uma aceleração para 2,4% em 2013.
De acordo com o economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Rubens Sardenberg, apesar das notícias no front financeiro europeu continuarem positivas e se consolidaram durante o ano, o cenário não é ainda não é de calmaria. “Os problemas estruturais continuam persitindo no Velho Continente, comprometendo o crescimento do PIB na Europa como um todo”, avalia o economista.
Além do cenário europeu e norte-americano, Sardenberg destacou a China como um fator importante para o crescimento da economia mundial. De acordo com o economista, a desaceleração econômica da segunda maior economia do mundo pode afetar ainda mais a recuperação econômica, em um cenário ainda bastante fragilizado pelas crises recentes.