Economia distante: veículos elétricos gastam até 15% a menos de combustível

Tecnologia não está disponível no Brasil por conta do alto custo de implementação, mas pesquisador aponta suas vantagens

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Especialistas confirmam que a substituição da gasolina pelo álcool é uma tendência real. O derivado de cana-de-açúcar é mais barato que o seu concorrente e ainda polui menos a atmosfera. Por outro lado, são feitos estudos para uma opção: veículos elétricos híbridos – sistema que utiliza duas fontes de energia para se movimentar e, geralmente, adota o motor elétrico como fonte alternativa.

De acordo com pesquisa realizada pela escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (USP), além do caráter ambiental, com menos emissão de gases tóxicos, esse dispositivo chega, em alguns casos, a consumir 15% a menos de combustível. O consumidor, contudo, encontra barreiras para ter acesso à tecnologia.

Interesse x custo

Conforme a assessoria de imprensa da Poli, o Brasil demonstra interesse pelo tema há cerca de dez anos, mas o custo elevado de sua implementação ainda é um freio. Por enquanto, o dispositivo só se mostrou interessante em ônibus.

“O País já faz uso de tecnologia limpa com o álcool, no entanto é necessário continuar estudando outras tecnologias de menor impacto ao meio ambiente”, justificou o responsável pela pesquisa, Eude Cezar de Oliveira.

Vantagens

Oliveira acredita que o consumidor só aceitará pagar mais por um produto com nova tecnologia se estiver ciente das vantagens que compensam o aumento do custo ou a perda de eficiência.

Segundo o pesquisador, nos países em desenvolvimento, o mercado automobilístico é bastante competitivo, com baixa lucratividade e altas taxas de impostos, e em geral o maior volume é constituído pelos carros populares.

“Normalmente, quando falamos dos veículos elétricos híbridos, imaginamos veículos de grande valor agregado e com pouca possibilidade de venda nestes mercados, devido aos custos e ao baixo volume”, comentou.

No mundo

Entre os modelos de veículos elétricos híbridos que atendem ao mercado mundial atual, destacam-se o Prius da Toyota, o Insight da Honda e o Escape da Ford.

Todos possuem motor de combustão interna como fonte preliminar de potência e o motor elétrico que provê potência durante a partida e a aceleração e, eventualmente supre potência em condição de alta demanda.

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Estudo

Para chegar às conclusões, Oliveira estudou as principais características dos veículos elétricos híbridos, por meio de simulações no motor Zetec Rocam 1.0 L, usado nos modelos Ka e Fiesta.

Durante os testes, o pesquisador avaliou o nível de desempenho, de emissões e o comportamento de seus principais componentes, as baterias e os motores elétricos.

Oliveira sugere como uma solução mais próxima da realidade brasileira o sistema de gerador-partida integrado (Integrated Starter Generator – ISG), que permite que o motor desligue sozinho quando o veículo está parado, por exemplo, em um semáforo: para partir novamente, basta acionar o acelerador.

“É um sistema economicamente mais viável e de fácil implantação”, finalizou.

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