Economia chinesa deverá superaquecer com avanço de 16% em 2010

Governo do país demonstra preocupações com inflação e bolha no mercado imobiliário; alguns estímulos deverão ser banidos

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SÃO PAULO – Em meio à aceleração da inflação e ao crescente risco de um bolha no mercado imobiliário, a economia chinesa deverá crescer em torno de 16% neste ano, segundo pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

De acordo com eles, a menos que as autoridades reduzam medidas de estímulos ficais e monetários, “haverá um notável superaquecimento econômico do país em 2010”.

Estratégia de saída?
Após atingir um número recorde de empréstimos em 2009, o governo chinês já se demonstra mais apto a frear parte das medidas implantadas em meio à crise mundial. Na última semana, o Banco Central do país emitiu títulos de três meses com yields maiores pela primeira vez desde agosto, e deve aumentar a taxa básica de juros de 5,31% para 5,85% ao ano, de acordo com previsões de economistas.

Ainda na semana passada, o governo chinês ressaltou que daria especial atenção ao mercado de imóveis em 2010, ao mesmo tempo em que procuraria gerenciar pressões inflacionárias.

Temores
Preocupado com a instabilidade social e econômica que uma bolha no setor imobiliário poderia acarretar, o governo já se comprometeu a combater o rápido crescimento de preços, assim como restringir a isenção de impostos nas negociações deste setor.