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SÃO PAULO – A tão esperada recuperação econômica global deu sinais de sustentação nesta quarta-feira (11). Tudo porque a China divulgou números acima do esperado em indicadores de peso de sua economia, animando investidores mundo afora e sustentando uma trajetória de ganhos nas principais bolsas.
A produção industrial teve um salto de 16,1% em outubro – desempenho tão expressivo não era visto no país desde março de 2008. Números igualmente favoráveis permearam outros indicadores como vendas no varejo e investimento urbano, além da balança comercial, que fechou setembro com um superávit de US$ 24 bilhões.
Positivas por si só, as cifras chinesas vem acompanhadas de indicadores também positivos no Japão e de elevação nas projeções para o crescimento econômico do Reino Unido pelo BoE (Bank of England), em um dia de agenda escassa no plano norte-americano, dado o feriado do Dia dos Veteranos.
Eventos domésticos
No plano doméstico, o dia é de atenção ao cenário inflacionário. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,28% em outubro, taxa 0,04 ponto percentual superior à medição de setembro. Já o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao primeiro decêndio de novembro apontou deflação de 0,10%.
Ademais, o investidor segue atento à temporada de divulgação de resultados. Entre as diversas companhias que divulgaram seus balanços contábeis referentes ao terceiro trimestre deste ano, destaque para a Souza Cruz, ALL e BM&F Bovespa, cujo lucro líquido de R$ 245,8 milhões foi elogiado por analistas.
Treasuries e petróleo
Respondendo à maior tranquilidade da sessão, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em alta, pressionando negativamente seu preço. Por sua vez o risco-país cai 1 ponto, registrando 209 pontos-base.
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Bolsas em alta, commodities também. Maior crescimento econômico chinês significa maior importação dos produtos, que com isso, veem seus preços subirem nesta quarta-feira. É o caso dos principais metais, como ouro, cobre e níquel, e do petróleo. O barril negociado em Nova York é cotado a US$ 80,00, uma alta de 1,20% frente à última sessão.
Câmbio e renda fixa
Por sua vez, o dólar comercial segue em trajetória de queda apresentada desde a abertura de suas negociações. A moeda norte-americana opera com baixa de 0,29%, sendo cotada a R$1,712 nesta tarde.
Já as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas sem tendência definida na BM&F Bovespa, com os juros mais próximos tendendo à estabilidade, ao passo que as taxas com vencimentos mais distantes operam predominantemente em alta.
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Ibovespa em alta
Acompanhando a valorização das bolsas lá fora, o Ibovespa, principal índice da BM&F Bovespa, apresenta alta de 0,75% nesta tarde, atingindo a marca dos 66.802
pontos. O volume financeiro é de R$ 2,998 bilhões.
O principal destaque positivo da sessão fica com o setor de papel e celulose, especialmente com as ações ordinárias da VCP (VCPA3), que registram
valorização de 3,17% e são cotadas a R$ 26,72. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 35,62%.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
| VCPA3 | VCP ON | 26,72 | +3,17 | +35,62 | 8,95M |
| GFSA3 | Gafisa ON | 29,10 | +2,32 | +180,37 | 40,67M |
| ARCZ6 | Aracruz PNB | 3,61 | +2,27 | +44,98 | 18,40M |
| KLBN4 | Klabin PN | 4,70 | +2,17 | +47,45 | 4,60M |
| BVMF3 | BMFBovespa ON | 12,73 | +2,17 | +117,34 | 119,95M |
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
| UGPA4 | Ultrapar PN | 83,93 | -0,99 | +70,08 | 10,32M |
| ELET3 | Eletrobras ON | 27,67 | -0,75 | +12,77 | 9,32M |
| LIGT3 | Light ON | 24,00 | -0,58 | +23,41 | 14,36M |
| CPLE6 | Copel PNB | 32,50 | -0,55 | +40,61 | 3,90M |
| PRGA3 | BRF Foods ON | 46,58 | -0,47 | +56,62 | 16,84M |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)