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É hoje: o que esperar do balanço trimestral da melhor ação do Ibovespa em 2015?

Números devem ser muito positivos, com a companhia revertendo os prejuízos em lucro. Apesar disso, alguns fatores de pressão devem permanecer

Setor de papel e celulose (Shutterstock)
Setor de papel e celulose (Shutterstock)

SÃO PAULO – Com queda de quase 18%, a Fibria (FIBR3) não tem registrado um bom início de 2016 na Bolsa após registrar o melhor desempenho do Ibovespa no ano passado, subindo ceca de 71%. Apesar deste desempenho, analistas não desanimaram com a empresa, e esta quarta-feira (27) deve mostrar o “poder” da companhia de papel e celulose com a divulgação do seu resultado do quarto trimestre após o fechamento da Bolsa.

Em relatório, os analistas do Santander foram direto ao ponto: “consideramos que o recente enfraquecimento das ações da Fibria é uma oportunidade de compra interessante, dado o momento de lucros da empresa, valuation atrativo, potencial de alta de nosso novo preço-alvo para o final de 2016 (+58%) e, acima de tudo a utilização favorável de sua forte geração de caixa operacional”.

Para os analistas do banco, Felipe Reis e Renato Maruichi, o sentimento dos investidores tem superado os fundamentos. “Em nossa opinião, as preocupações a respeito da desaceleração da economia da China e seus efeitos negativos sobre as commodities em geral conduziram o sentimento do investidor e ofuscaram histórias bottom-up fortes e sólidas como a Fibria”, afirmaram em relatório.

Segundo eles, cada desvalorização de 5% do real contra o dólar agrega cerca de R$ 470 milhões no Ebitda da Fibria em 2016, enquanto no caso dos preços da celulose, cada redução de 5% nos preços afeta o Ebitda da companhia em R$ 560 milhões.

Em relação aos três últimos meses do ano passado, a equipe da Haitong projeta uma maior expansão de margem da companhia, favorecida pela alta do dólar no fim de 2015, o que deve levar a uma “reviravolta” na última linha do balanço, que deve vir com lucro desta vez.

Sobre a China, os analistas afirmam que o país está desempenhando um papel importante em não permitir que os preços da celulose subam, já que os níveis de estoque de produtores de papel do país não diminuíram significativamente desde que foi reforçado os estoques em abril.

A Haitong projeta que a Fibria atinja uma receita líquida de R$ 3,13 milhões, um avanço de 56,5% ante os R$ 2,00 milhões de um ano antes. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) deve praticamente sobrar, para R$ 1,80 milhões, levando a um lucro líquido de R$ 587 mil, revertendo o prejuízo de R$ 126 mil de um ano antes.

Já os analistas Alan Glezer e Arthur Suelotto, do Bradesco, acreditam que um bom ponto de entrada pode surgir para as ações da Fibria, baseado em uma projeção de que a celulose enfrente mais pressão de preços este ano e com os riscos de alavancagem da Fibria diante do projeto Horizonte 2. Em geral, a visão segue positiva para a companhia, que não deve fugir de alguns fatores de pressão. Porém, diante de uma ótima gestão, a ideia é que cada queda da ação abra uma nova oportunidade de compra dos papéis.

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