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SÃO PAULO – A falta de detalhamento durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff a respeito das renovações de concessões de energia elétrica e, consequentemente, na redução da tarifa de energia, trouxe volatilidade às ações de companhias ligadas ao setor de energia elétrica.
Após o anúncio do corte do preço da energia e de renovação das concessões com prazo de vencimento previstos para terminar a partir de 2015, as ações da Eletrobras (ELET3, ELET6), que chegaram a registram alta de 2,08% e 0,57%, cotadas a R$ 12,99, e 19,20, respectivamente, zeraram os seus ganhos nesta terça-feira (11). Já as ações da Cemig (CMIG4, R$ 34,20, -2,54%), Copel (CPLE6, R$ 34,99, -0,26%) e CPFL (CPFE3, R$ 22,80, -0,13%) inverteram tendência e passaram a operar no campo negativo.
As ações da Cesp (CESP6, R$ 30,00, +0,33%) e Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 43,20, +1,41%) permanecem no campo positivo, porém os ganhos registrados no início do pregão foram reduzidos. Os ativos chegaram a avançar 2,58% e 4,41% nesta sessão. Desta forma o IEE (Índice de Energia Elétrica) – índice que mede o desempenho das companhias do setor de energia – recua 0,67%, operando no sentido oposto ao Ibovespa, que registra ganho de 1,62%.
Para o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, a forte volatilidade vista no setor é consequência das incertezas deixadas no discurso da presidente Dilma Rousseff. “O corte vai acontecer por usina e o quanto essas tarifas vão se depreciar ou não vai depender da condição de cada uma delas, e o mercado só terá conhecimento disso a partir de março do ano que vem”, explica o analista.
Além disso, Galdi afirma que a falta de informações concretas sobre o processo gera distorções do mercado. “Algumas empresas nem são afetadas por esse processo e estão recuando. O cenário continua de dúvida no setor”, completa o analista.
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