Dudley, do Fed, diz estar preocupado com riscos de queda da inflação nos EUA

"Com relação aos riscos à perspectiva de inflação, o mais preocupante é a possibilidade de as expectativas de inflação se tornarem desancoradas", disse Dudley

Federal Reserve Bank of New York CEO William Dudley shields his eyes as he looks into the audience at the Bretton Woods Committee International Council conference in Washington, September 23, 2011. REUTERS/Jonathan Ernst
Federal Reserve Bank of New York CEO William Dudley shields his eyes as he looks into the audience at the Bretton Woods Committee International Council conference in Washington, September 23, 2011. REUTERS/Jonathan Ernst

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SOMERSET, EUA – A queda nos preços do petróleo e o dólar forte aumentaram o risco de redução das expectativas de inflação nos Estados Unidos, tornando mais difícil que a inflação observada avance à meta do banco central norte-americano de 2 por cento, disse o presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley.

“Com relação aos riscos à perspectiva de inflação, o mais preocupante é a possibilidade de as expectativas de inflação se tornarem desancoradas”, disse Dudley em texto preparado para discurso.

Expectativas de mercado para a inflação enfraqueceram significativamente recentemente com o colapso nos preços do petróleo, que caíam abaixo de 30 dólares o barril nesta sexta-feira.

Apesar de se mostrar ciente em relação às expectativas de inflação nos últimos meses, Dudley disse que isso não era o suficiente para fazer o Fed se afastar da política de taxa de juros perto de zero.

“Desde que a economia continue crescendo em um ritmo acima da tendência, eu espero que a alta na utilização de recursos seja suficiente para elevar a inflação e as expectativas de inflação”, disse ele.

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O Fed elevou a taxa de juros em dezembro pela primeira vez em quase uma década.

Dudley também destacou que os preços excluindo energia e alimento têm permanecido estáveis.

Apesar das preocupações sobre a desinflação, Dudley disse esperar que a economia dos EUA cresça pouco acima de 2 por cento em 2016, com um fortalecimento um pouco maior no mercado de trabalho.

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Ele também minimizou as preocupações levantadas por alguns analistas e investidores sobre a maior economia do mundo entrar em recessão em meio a incertezas sobre a China e a turbulência no mercado global desde o começo do ano.

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