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SÃO PAULO – Três estrelas da Bovespa se uniram nas últimos semanas. Em comum, está a Cielo (CIEL3), uma das “queridinhas” dos analistas na Bolsa, que prevendo uma competição mais acirrada no setor de cartões anunciou no início de junho a criação de uma joint venture com a Linx (LINX3), empresa de sistema de gestão para o varejo, que ganhou o título de melhor IPO (Initial Public Offering) de 2013, e na última quarta-feira a companhia de cartões confirmou parceria com a Smiles, empresa de programa de fidelidade que também não ficou muito atrás na lista das melhores ofertas do ano passado, com alta de 45,59% de suas ações.
Os anúncios foram considerados positivos para ambas as empresas. No caso da Smiles, a parceria atende o interesse das duas, permitindo ampliar a penetração do Smiles em todos os setores de varejo, aumentando a frequência, o ticket médio e a fidelização dos consumidores, para os clientes da Cielo. Já no negócio do início do mês passado, com a Linx, a Cielo anunciou a intenção de se juntar a empresa de automação comercial para o varejo para lançar um pacote mais robusto de sistemas de gestão para o varejo que incluam os produtos da credenciadora.
A reação do mercado foi unânime: pipocaram análises avaliando as operações como positivas, mesmo que no caso da Linx nenhum valor de investimento tenha sido fornecido. Mas, segundo o comunicado da Cielo, nos Estados Unidos a solução integrada de automação, gestão e pagamentos eletrônicos representará aproximadamente 50% dos terminais de pequenos e médios estabelecimentos nos próximos anos. No Brasil, 52% de mais de 800 proprietários ou responsáveis pela gestão de estabelecimentos dos segmentos de alimentação e vestuário, não possuem automação comercial, o que se traduz num relevante potencial de crescimento. Um dos pontos destacados pelos analisas da Planner Corretora, Itaú Unibanco e XP Investimentos para avaliarem bem a parceira.
Ou seja, o trio de ferro só tende a ganhar. E disso a Cielo entende bem. A empresa, que completou cinco anos de Bolsa no final de junho, acumula valorização de 250% desde seu IPO (Initial Public Offering).
A ação é hoje considerada a “queridinha” do setor de serviços financeiros no mercado de capitais. Mas essa visão positiva do mercado não é por acaso: mesmo no posto de líder do mercado de captura de transações com cartões, a Cielo tem repetido seu mantra: “não subestimar a concorrência” – o que pode ser comprovado por seus últimos movimentos. Ou seja, embora seja impossível prever, as recentes parceiras parecem ser mais um passo de sucesso do trio de estrelas da Bolsa (Cielo, Smiles e Lix) – a considerar as histórias, condução e estratégias das empresas envolvidas. A “zebra”, em menção a popular expressão usada quando algo que era para dar certo dá errado, deve passar longe – pelo menos é o que apontam os analistas.