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O corte de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros norte-americanas em outubro de 98, promovido em decorrência da crise econômica que assolava a Rússia e a Ásia, marcou o início da escalada dos índices das bolsas de valores dos EUA, especialmente a Nasdaq, onde são negociados papéis de empresas de tecnologia. Daquele mês a março de 2000, o índice Nasdaq Composite ganhou mais de 220%, chegando ao pico de 5048,62 pontos. De lá para cá o índice acumula 50% de desvalorização, encontrando-se em 2524,18 pontos. Já o índice Dow Jones Industrial, composto primordialmente por empresas tradicionais, acumulou perdas de apenas 18% (quando atingiu 9654,64 pontos em outubro de 2000), mas já se recuperou parcialmente e hoje se encontra em 10.604,27 pontos (uma desvalorização de 10%).
A queda mais intensa dos índices da Nasdaq em comparação com os de empresas tradicionais em 2000 corrobora com a teoria de que métodos convencionais para avaliação de ações não podem ser ignorados mesmo tratando-se de papéis de empresas de tecnologia. Um deles é a relação entre o preço das ações e o lucro por ação que a empresa obtém. Segundo analistas de mercado, a tendência daqui pra frente é que os investidores norte-americanos passem a utilizar mais esses parâmetros que oferecem maior grau de certeza para suas escolhas de investimentos em papéis de empresas não-tradicionais, em detrimento de outros como perspectiva de crescimento futuro.
A tabela abaixo relaciona as cinco empresas com as melhores relações entre preço e lucro do Dow Jones Industrial e da Nasdaq 100, índice que concentra as 100 maiores da Nasdaq.
Dow Jones Industrial
Empresa
Setor
Preço/Lucro
General Motors
Automobilístico
5,69
Kodak
Material Fotográfico
7,52
AT&T
Telecomunicações
11,27
Phillip Morris
Tabagista
11,59
JP Morgan
Financeiro
12,66
Nasdaq 100
Empresa
Setor
Preço/Lucro
McLeodUSA
Telecomunicações
2,00
Pacificare
Seguro Saúde
2,69
Conexant Systems
Semicondutores
3,00
CNET Networks
Internet
4,70
Paccar
Transportes
7,39