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Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (31), após o anúncio de um acordo comercial entre EUA e Coreia do Sul. O movimento também é sustentado pelos bons resultados das big techs Meta e Microsoft, enquanto o mercado aguarda os números de Amazon e Apple e a divulgação do índice de inflação PCE, a medida de preços preferida pelo Federal Reserve (Fed).
A Meta surpreendeu o mercado com lucros acima das expectativas e projeções mais fortes, mesmo diante do aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA). A Microsoft também apresentou desempenho sólido, reforçando sua liderança em computação em nuvem e IA.
Após o fechamentos dos mercados, Trump anunciou que os EUA haviam fechado um acordo comercial com a Coreia do Sul. O acordo inclui uma tarifa de 15% sobre as importações do país, mas os EUA não serão cobrados com tarifa, de acordo com a publicação de Trump no Truth Social.
Estados Unidos
Na véspera, o Federal Reserve (Fed) confirmou as expectativas e manteve as taxas juros no patamar de 4,25% a 4,5%. No entanto, a decisão apresentou a primeira dissidência formal desde 1993. Os diretores Christopher Waller e Michelle Bowman votaram por um corte de 0,25 ponto percentual, “sinalizando crescente pressão interna por afrouxamento monetário”, avalia Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro: +0,41%
- S&P 500 Futuro: +1,03%
- Nasdaq Futuro: +1,37%
Ásia-Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com baixa em sua maioria, enquanto os investidores avaliavam a decisão do Banco do Japão de manter as taxas de juros de curto prazo em 0,5% pela quarta vez consecutiva, em linha com as expectativas.
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Os investidores também estão avaliando as tarifas gerais de 15% dos EUA sobre as importações da Coreia do Sul e taxas de 25% sobre as importações da Índia, juntamente com uma “penalidade” não especificada.
A atividade industrial da China deteriorou-se inesperadamente em julho, atingindo o menor nível em três meses, apesar da trégua tarifária com os EUA, à medida que surgem os primeiros sinais de que as exportações estão diminuindo e a fraca demanda interna persiste.
- Shanghai SE (China), -1,18%
- Nikkei (Japão): +1,02%
- Hang Seng Index (Hong Kong): -1,60%
- Nifty 50 (Índia): +0,27%
- ASX 200 (Austrália): -0,16%
Europa
Os mercados europeus operam em alta, com lucros positivos impulsionando o otimismo em relação à resiliência dos lucros corporativos. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,4%, liderado pela Shell, que apresentou lucros acima do esperado, e pela Rolls-Royce Holdings, que elevou sua perspectiva para o ano em meio a economias.
- STOXX 600: +0,38%
- DAX (Alemanha): +0,61%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,38%
- CAC 40 (França): +0,33%
- FTSE MIB (Itália): +0,10%
Commodities
O petróleo opera perto da estabilidade nesta quinta-feira, após encerrar a sessão anterior no nível mais alto em quase seis semanas, em meio a ameaças do presidente Donald Trump de penalizar a Índia por comprar petróleo bruto da Rússia e ao endurecimento das sanções dos EUA contra o fornecimento do Irã.
O Brent era negociado próximo de US$ 73 por barril, acumulando alta de quase 7% na semana, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) operava abaixo de US$ 70. Trump afirmou que pretende impor tarifas sobre exportações indianas e multar o país por suas compras de energia russa a partir de 1º de agosto, mas ressaltou que as negociações entre as partes continuam.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em queda.
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- Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 69,92 o barril
- Petróleo Brent, -0,14%, a US$ 73,14 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -2,38%, a 779 iuanes (US$ 108,54)
Bitcoin
- Bitcoin (BTC), +1,75%, a US$ 118.661,26 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
(Com Reuters e Bloomberg)