Dow Jones Futuro sobe com acordo EUA-Coreia e resultados robustos de big techs

Mercado aguarda os números de Amazon e Apple e a divulgação do índice de inflação PCE

Felipe Moreira

Uma televisão transmite notícias sobre tarifas no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em Nova York, EUA, em 7 de abril.
Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg
Uma televisão transmite notícias sobre tarifas no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em Nova York, EUA, em 7 de abril. Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg

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Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (31), após o anúncio de um acordo comercial entre EUA e Coreia do Sul. O movimento também é sustentado pelos bons resultados das big techs Meta e Microsoft, enquanto o mercado aguarda os números de Amazon e Apple e a divulgação do índice de inflação PCE, a medida de preços preferida pelo Federal Reserve (Fed).

A Meta surpreendeu o mercado com lucros acima das expectativas e projeções mais fortes, mesmo diante do aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA). A Microsoft também apresentou desempenho sólido, reforçando sua liderança em computação em nuvem e IA.

Após o fechamentos dos mercados, Trump anunciou que os EUA haviam fechado um acordo comercial com a Coreia do Sul. O acordo inclui uma tarifa de 15% sobre as importações do país, mas os EUA não serão cobrados com tarifa, de acordo com a publicação de Trump no Truth Social.

Estados Unidos

Na véspera, o Federal Reserve (Fed) confirmou as expectativas e manteve as taxas juros no patamar de 4,25% a 4,5%. No entanto, a decisão apresentou a primeira dissidência formal desde 1993. Os diretores Christopher Waller e Michelle Bowman votaram por um corte de 0,25 ponto percentual, “sinalizando crescente pressão interna por afrouxamento monetário”, avalia Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com baixa em sua maioria, enquanto os investidores avaliavam a decisão do Banco do Japão de manter as taxas de juros de curto prazo em 0,5% pela quarta vez consecutiva, em linha com as expectativas.

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Os investidores também estão avaliando as tarifas gerais de 15% dos EUA sobre as importações da Coreia do Sul e taxas de 25% sobre as importações da Índia, juntamente com uma “penalidade” não especificada.

A atividade industrial da China deteriorou-se inesperadamente em julho, atingindo o menor nível em três meses, apesar da trégua tarifária com os EUA, à medida que surgem os primeiros sinais de que as exportações estão diminuindo e a fraca demanda interna persiste.

Europa

Os mercados europeus operam em alta, com lucros positivos impulsionando o otimismo em relação à resiliência dos lucros corporativos. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,4%, liderado pela Shell, que apresentou lucros acima do esperado, e pela Rolls-Royce Holdings, que elevou sua perspectiva para o ano em meio a economias.

Commodities

O petróleo opera perto da estabilidade nesta quinta-feira, após encerrar a sessão anterior no nível mais alto em quase seis semanas, em meio a ameaças do presidente Donald Trump de penalizar a Índia por comprar petróleo bruto da Rússia e ao endurecimento das sanções dos EUA contra o fornecimento do Irã.

O Brent era negociado próximo de US$ 73 por barril, acumulando alta de quase 7% na semana, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) operava abaixo de US$ 70. Trump afirmou que pretende impor tarifas sobre exportações indianas e multar o país por suas compras de energia russa a partir de 1º de agosto, mas ressaltou que as negociações entre as partes continuam.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em queda.

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Bitcoin

(Com Reuters e Bloomberg)