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Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta terça-feira (1º), em meio à cautela dos investidores diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, da forte alta dos rendimentos dos Treasuries e das incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). O avanço dos preços do petróleo também reforça as preocupações com a inflação e com uma possível alta dos juros americanos.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos subiram três pontos base, para 4,78%, o nível mais alto desde janeiro de 2025.
Os investidores aumentaram para 67% as probabilidades de um aumento da taxa de juros nos EUA em setembro, ampliando a tendência de alta iniciada na semana passada, quando o presidente do Banco do Japão, Kevin Warsh, reiterou seu compromisso de conter a inflação.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o destaque da agenda fica com os dados de abertura de vagas de trabalho (JOLTS) de julho e o ISM de manufatura de agosto. No front corporativo, Dell e Palo Alto Networks divulgam seus resultados financeiros.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro: -0,34%
- S&P 500 Futuro: -0,43%
- Nasdaq Futuro: -0,74%
Europa
Os mercados acionários operam mistos, com o Stoxx 600, principal índice da região, em leve baixa. O movimento ocorre em meio à pressão sobre os mercados de renda fixa e à alta dos preços do petróleo.
Entre os setores, químico e energia registravam ganhos, enquanto ações ligadas a viagens e lazer eram pressionadas pelo aumento das tensões geopolíticas.
- STOXX 600: -0,45%
- DAX (Alemanha): -0,64%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,84%
- CAC 40 (França): -0,01%
- FTSE MIB (Itália): -0,69%
Ásia-Pacífico
Na Ásia, os mercados acionários fecharam sem direção única nesta terça. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,15%, enquanto o Kospi, principal índice da Coreia do Sul, avançou 0,23%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,10%, e, na China continental, o CSI 300 fechou em baixa de 0,30%.
O rendimento do título do governo japonês de 10 anos subiu 6 pontos-base e chegou a 3%, maior nível desde setembro de 1996, antes de recuar ligeiramente. A alta ocorre em meio às expectativas de uma política monetária mais apertada no Japão e à pressão sobre o Banco do Japão (BoJ) para acelerar o ritmo de alta dos juros.
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O movimento ganhou força após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, se reunir com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, e com o presidente do BoJ, Kazuo Ueda. Segundo relatos, Bessent defendeu a necessidade de novos aumentos dos juros japoneses, em um momento de forte desvalorização do iene.
- Shanghai SE (China), -0,16%
- Nikkei (Japão): -0,15%
- Hang Seng Index (Hong Kong): -0,93%
- Nifty 50 (Índia): -0,30%
- ASX 200 (Austrália): -0,10%
Commodities
Os preços do petróleo operam em alta, com a retomada dos confrontos entre os EUA e o Irã no Oriente Médio, renovando os temores de interrupções no fornecimento da principal região produtora mundial de petróleo bruto.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em leve alta, com investidores avaliando as expectativas de um aumento nas chegadas aos portos, em decorrência do elevado volume de embarques globais, em contraposição a uma pesquisa privada que mostrou aceleração da atividade industrial na China.
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- Petróleo WTI, +1,92%, a US$ 87,41 o barril
- Petróleo Brent, +1,73%, a US$ 92,06 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,14%, a 726,50 iuanes (US$ 108,11)
Bitcoin
- Bitcoin (BTC), -1,40%, a US$ 77.906,60 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
(Com Reuters e Bloomberg)