Dow Jones Futuro opera em baixa antes do indicador de inflação preferido do Fed

Consenso da Reuters projeta uma alta mensal de 0,2% e um aumento anual de 2,5%.

Felipe Moreira

Operadores na bolsa de Nova York 04/04/2024. REUTERS/Andrew Kelly
Operadores na bolsa de Nova York 04/04/2024. REUTERS/Andrew Kelly

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Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (20), enquanto os investidores aguardam a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), em busca de novas pistas sobre as perspectivas de política monetária. O consenso da Reuters projeta uma alta mensal de 0,2% e um aumento anual de 2,5%.

Também aumentaram as preocupações sobre as implicações da rejeição, pela Câmara liderada pelos republicanos, de um plano de financiamento temporário apoiado pelo presidente eleito Donald Trump na quinta-feira, com uma possível paralisação do governo dos EUA se aproximando em pouco menos de 24 horas.

Estados Unidos

Os dados divulgados na quinta-feira nos EUA, que apontaram um crescimento econômico mais acelerado do que o previsto e um consumo robusto por parte dos consumidores, enfraqueceram ainda mais as perspectivas de cortes iminentes nas taxas de juros.

Outros dados econômicos também devem ser divulgados nesta sexta, incluindo o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, enquanto os investidores assimilavam dados de inflação do Japão, bem como uma decisão sobre a taxa de juros da China.

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O Banco Popular da China manteve suas taxas preferenciais de empréstimos estáveis ​​na sexta-feira, deixando a taxa de um ano inalterada em 3,1% e a taxa de cinco anos em 3,6%.

Enquato isso, o Japão divulgou seus números de inflação de novembro, um dia após o Banco do Japão manter as taxas em 0,25%. A taxa de inflação básica no país — que exclui os preços dos alimentos frescos — chegou a 2,7% , ligeiramente acima dos 2,6% esperados pelos economistas consultados pela Reuters.

Europa

Os mercados europeus operam em baixa após presidente eleito dos EUA, Donald Trump, fazer uma nova ameaça comercial à União Europeia, divulgando nas redes sociais a possibilidade de impor novas tarifas ao bloco, a menos que este comprasse mais petróleo e gás dos Estados Unidos.

Já os volumes de vendas no varejo no Reino Unido aumentaram em cerca de 0,5% no ano até novembro.

Commodities

Os preços do petróleo recuam devido a preocupações com a demanda e dólar forte. Um dólar mais forte torna o petróleo mais caro para detentores de outras moedas, enquanto um ritmo mais lento de cortes nas taxas pode prejudicar o crescimento econômico e reduzir a demanda por petróleo.

As cotações do minério de ferro na China encerram a semana no vermelho, pressionados pela desaceleração sazonal da demanda no principal consumidor, a China, bem como pelas preocupações com as perspectivas de demanda em 2025.

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O minério de ferro de referência de janeiro < SZZFF5 > na Bolsa de Cingapura perdeu 0,5% para US$ 101,3 a tonelada.

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(Com Reuters)