Publicidade
SÃO PAULO – Dominique Strauss-Kahn renunciou ao cargo de diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), segundo documento publicado pela organização internacional na noite da última quarta-feira (18). Processo sucessório ainda não foi definido.
Segundo o documento entregue ao conselho executivo do Fundo, a renúncia tem efeito imediato, sendo consequência da prisão de Strauss-Kahn em Nova York sob acusações de tentativa de estupro.
De acordo com a assessoria do FMI, o processo seletivo para o cargo será revelado no “futuro próximo” pelo conselho. “Enquanto isto, John Lipsky permanece como diretor interino”, reforçou o comunicado da instituição.
Em sua renúncia, o ex-chefe do FMI afirmou estar “infinitamente triste” e ter pensado primeiramente em sua família e amigos, além de afirmar elogiar o trabalho feito junto a seus colegas na organização durante os últimos anos.
Repúdio
“À todos, eu quero dizer que nego com a maior firmeza possível todas as alegações que tem sido feitas contra mim”, disse Strauss-Kahn, que também era apontado como potencial candidato nas próximas eleições presidenciais francesas.
O ex-diretor do Fundo também revelou que sua atitude visa proteger a “instituição a que serviu com honra e devoção”, voltando suas forças para provar sua inocência.