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SÃO PAULO – O “medo” que tomava conta do mercado antes das eleições parece não ter se justificado e esta terça-feira (28) marcou um dia de recuperação tanto para o Ibovespa quanto no mercado de câmbio. Especialistas acreditavam que a moeda norte-americana pudesse superar os R$ 2,60 já no primeiro pregão após a eleição se Dilma Rousseff (PT) fosse vitoriosa, mas a divisa fechou ontem aos R$ 2,52.
Se na véspera a alta já não atingiu tudo que esperavam, o pregão de hoje mostra a tendência contrário ao que era esperada, com o dólar comercial registrando queda de mais de 1,5% após a divulgação de dados nos Estados Unidos e da expectativa do mercado sobre a divulgação do nome do novo ministro da Fazenda e das medidas econômicas do novo governo de Dilma – fato que só deve ocorrer no final de novembro.
O dólar comercial fechou com queda de 1,94%, cotado a R$ 2,4715 na compra e R$ 2,4740 na venda. Em sua mínima do dia, a divisa chegou a atingir os R$ 2,4720 na venda. Vale destacar que ontem a moeda fechou com alta de 2,5% e atingiu sua maior cotação desde 2008.
Mesmo que a divulgação não ocorra agora, o mercado cria expectativas de que este segundo governo da petista fique mais próximo do mercado e que novo nome na Fazenda seja mais conhecido dos investidores, o que acalma os ânimos neste primeiro momento. Desde ontem, a imprensa circula nomes como Luiz Carlos Trabuco, presidente-executivo do Bradesco, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, e Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, as encomendas de bens duráveis recuaram 1,3% em setembro sobre agosto, bem pior que a expectativa de alta de 0,7%. Enquanto isso, o índice S&P/Case-Shiller – que mensura os preços de imóveis residenciais em 20 áreas metropolitanas americanas – subiu 5,6% no ano em agosto, menos que o esperado.
Com esses números, o mercado também fica mais acreditado de que a alta de juros por lá demore um pouco mais para ocorrer. Mesmo que especialistas ainda acreditem que amanhã seja anunciado o fim do programa de estímulos à economia, esse maior tempo para elevação de juros acaba aliviando o mercado de câmbio, sustentando um patamar mais baixo para a divisa.