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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a fechar alta nesta sexta-feira, completando cinco dias consecutivos de valorização, em reflexo à falta de liquidez do mercado de câmbio brasileiro e das próprias incertezas dos investidores.
Há uma forte preocupação tanto com o cenário externo, quanto o interno, já que tanto as possibilidades de um novo conflito no Oriente Médio bem como os desdobramentos do processo eleitoral, deixam o mercado em alerta para seus inevitáveis reflexos sobre a economia brasileira. Em virtude disto, apenas nesta semana o real se desvalorizou 5,02%.
EUA e Inglaterra atacam Iraque nesta sexta-feira
O mercado operou nesta sexta-feira, afetado pela notícia de que cerca de cem aviões norte-americanos atacaram o Iraque, destruindo radares e bases militares do país. Com evidências de que os conflitos no Oriente Médio realmente se concretizarão, muitos investidores buscaram dólares no mercado à vista, temendo que a moeda norte-americana aumente de preço ainda mais no futuro.
Em razão de um possível conflito, o mercado brasileiro teme que os investidores fiquem mais avessos ao risco, diminuindo o fluxo de capital estrangeiro ao Brasil, que além de já ser considerado um país de risco, está passando por um processo de troca de governo, que aumenta ainda mais as incertezas.
FMI aprova acordo com o Brasil
Porém, a alta da moeda norte-americana só não foi maior graças à notícia de que o Fundo Monetário Internacional aprovou nesta sexta-feira o acordo que concede cerca de US$ 30,4 bilhões com o Brasil, anunciado no dia 7 de agosto. Com isso, o Banco Central já poderá sacar imediatamente US$ 3 bilhões, além de mais US$ 3 bilhões em novembro desta ano, o que completa US$ 6 bilhões em 2002.
Os US$ 24 bilhões restantes poderão ser sacados em quatro parcelas no ano que vem, após revisões completas do acordo e condicionadas ao cumprimento das metas acordadas com o fundo.
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Banco Central rola US$ 319,5 milhões da dívida
A autoridade conseguiu rolar mais uma parte da dívida de cerca de US$ 1,9 bilhão que vence na quarta-feira, vendendo no início da tarde contratos de swap cambial, com cinco diferentes vencimentos, variando do dia 1º de novembro deste ano a 16 de março de 2003. Com isso, o Banco Central já rolou 52,6% da dívida.
Leilão de linha externa teve pouca demanda
A demanda do mercado foi novamente baixa para a oferta de US$ 70 milhões de linha externa para as exportações, por parte do Banco Central. O mercado demandou apenas US$ 42,87 milhões, e a autoridade vendeu apenas US$ 15,87 milhões.
O fracasso desta sexta-feira foi pior que o de quinta-feira, quando o mercado demandou US$ 99,5 milhões dos US$ 70 milhões ofertados, e o banco central vendeu apenas US$ 52,5 milhões.
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Dólar sobe 0,19% e fecha cotado a R$ 3,16
O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1570 na compra e R$ 3,1600
na venda, alta de 0,19% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1200, representando um deságio de 1,17%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 5,02% em setembro, frente
a baixa de 13,41% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 36,50%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 3.153,
alta de 0,22% em relação ao fechamento
de R$ 3.146
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em alta de 0,22%,
atingindo R$ 3.122 frente
a R$ 3.115 do fechamento de
ontem.