Dólar volta a subir em meio ao clima instável no mercado e fecha a R$ 1,61

Situação da Grécia volta a pressionar o humor do mercado; por aqui, ata do Copom e compra de dólares do BC em foco

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SÃO PAULO – Em mais um dia de instabilidade no mercado, o dólar comercial manteve-se firme no campo positivo e fechou em alta pelo segundo dia seguido, ficando cotado a R$ 1,610 na venda – variação positiva de 0,63%. Além dos temores envolvendo a situação econômica da Grécia, os investidores também analisaram a agenda econômica norte-americana, bem como a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e a mais uma compra de dólares realizada pelo Banco Central do Brasil.

A autoridade monetária brasileira realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h34 (horário de Brasília) e às 15h39 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,6125.

Além disso, o BaCen divulgou a ata da última reunião do Copom pela manhã. O teor do documento levou analistas a acreditarem que continua a perspectiva de novas elevações na taxa básica de juro do País, embora a extensão desse ciclo de aperto não seja consensual.

Governo grego reforma gabinete
A crise grega continua a preocupar os investidores, visto que a situação interna do país deteriorou bastante nos últimos dias, com paralisações e problemas no âmbito político, levando o primeiro ministro George Papandreou a anunciar a reformulação do governo com a formação de um novo gabinete na noite anterior.

Assim, a escalada de problemas gregos continua a gerar pressão de alta no dólar, uma vez que os investidores acabam migrando de mercados considerados de maior risco para outros ativos considerados mais seguros, como o dólar. Dessa forma, a moeda norte-americana apresenta alta contra as principais divisas mundiais, como o euro, a libra esterlina e os dólares canadenses e australianos.

Agenda norte-americana ofuscada
Os preocupantes eventos envolvendo o velho continente acabaram ofuscando os resultados positivos na agenda econômica dos EUA. O Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio desemprego, registrou 414 mil novas solicitações na última semana, resultado melhor que as expectativas dos analistas, que esperavam 421 mil pedidos.

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Além disso, o déficit na conta corrente norte-americana, embora tenha mostrado avanço no primeiro trimestre deste ano, ficou abaixo do teto estimado por analista. No mercado imobiliário, o Housing Starts registrou 560 mil casas em início de construção nos EUA no resultado anualizado de maio, superando os 540 mil imóveis esperados.

Contrabalanceando esses eventos positivos, a atividade industrial na região da Filadélfia ficou bem pior que o esperado pelo mercado em junho ao marcar 7,7 pontos negativos no período, ante expectativa de 7,0 pontos positivos para o resultado deste mês.

Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6080 na compra e R$ 1,6100 na venda, alta de 0,63% em relação ao fechamento anterior.Com esta alta, o dólar acumula valorização de 1,90% em junho, frente à alta de 0,45% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,37%. 

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho segue o dia cotado a R$ 1,614, alta de 0,53% em relação a cotação de R$ 1,605 do fechamento da última quarta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em alta de 0,62%, atingindo R$ 1,625 frente a cotação de R$ 1,615 do fechamento de ontem. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6105000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,43 para agosto de 2011, 0,34 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.