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SÃO PAULO – Após ter rompido o patamar de R$ 2,94 pela primeira vez desde setembro, o dólar fechou esta quinta-feira cotado a R$ 2,939, alta de 1,24% em relação ao fechamento anterior, mesmo com o anúncio de uma nova captação externa.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,51% em novembro, frente
à baixa de 0,83% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,19%.
A moeda norte-americana segue sendo pressionada pelos temores do mercado em relação aos vencimentos de dívidas cambiais do governo até o final do ano, temendo que o Banco Central decida não rolar a dívida, o que geraria pressões sobre o mercado cambial.
Busca por hedge impulsiona cotações
O mercado acredita que o BC deva dar seqüência à sua política de não renovar ou renovar apenas parcialmente os vencimentos de títulos e swaps cambiais. Com isso, o mercado tem que buscar outras alternativas para obter hedge cambial, impulsionando a alta da moeda norte-americana.
Como ainda restam dois vencimentos importantes em 2003, de US$ 2,257 bilhões no dia 1º de dezembro e de US$ 1,240 bilhão no dia 18 de dezembro, as expectativas são de que o dólar possa seguir em alta, possivelmente ultrapassando o patamar de R$ 3,00.
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Bradesco capta US$ 100 milhões
O Bradesco, maior banco privado brasileiro, concluiu nesta quinta-feira uma captação de US$ 100 milhões em eurobônus com vencimento em janeiro de 2005. Na operação, liderada pelo Bradesco Cayman, o cupom foi fixado em 2,625% ao ano, que combinado com um preço de emissão de 99,8653%, resulta em um yield, ou retorno ao investidor, de 2,75% ao ano.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.958,
forte alta de 1,23% em relação ao fechamento
de R$ 2.922
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em alta de 0,74%,
atingindo R$ 2.986 frente
a R$ 2.964 do fechamento de
quarta-feira.