Dólar volta a operar em queda, em sessão marcada por indicadores

Nível da atividade industrial na região da Filadélfia bateu projeções do mercado; PIB da China surpreende

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SÃO PAULO – O dólar comercial reverte a trajetória vista pela manhã e volta a operar em queda. A agenda econômica traz referências divergentes nesta sessão, com destaque para a decepção com a atividade industrial nos EUA e a supresa com o PIB chinês. Há instantes, a moeda operava cotada a R$ 1,742 na venda, configurando deságio de 0,51%.

Há pouco, o Banco Central anunciou leilão para compra de dólares no mercado à vista de câmbio. A autoridade monetária brasileira atuou comprando dólares no mercado de cambio doméstico das 12h42 às 12h52, a uma taxa aceita em R$ 1,7424.

Dados divergentes
Em dia movimentado na agenda norte-americana, o Philadelfia Fed Index, calculado pelo Federal Reserve da Filadélfia, surpreendeu positivamente ao registrar um nível de atividade industrial acima das expectativas do mercado na região em abril.

Pela manhã, indicadores desfavoráveis também chamaram atenção na agenda da maior economia do globo. O Initial Claims contabilizou um número de pedidos de auxílio desemprego superior ao esperado pelo mercado até o dia 10 de março, enquanto a atividade industrial norte-americana também deixou impressão negativa, ao postar avanço menor que o aguardado pelo mercado no mês passado.

Outros destaques
Dentre os principais assuntos abordados no noticiário econômico desta sessão, destaque para a declaração do BoJ (Bank of Japan), que, após sua reunião trimestral, afirmou ter notado melhora nas condições econômicas do país frente ao último encontro, ocorrido em janeiro.

Ainda na Ásia, a China surpreendeu o mercado ao revelar crescimento econômico de 11,9% no primeiro trimestre, o maior ritmo de avanço em quase três anos. A expansão acima do esperado sugere que um aperto monetário e a retirada de estímulos fiscais podem estar por vir.

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Dólar futuro na BM&F também opera em queda 
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio está sendo cotado a R$ 1.748, baixa de 0,17% em relação ao fechamento de R$ 1.751 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em baixa de 0,37%, atingindo R$ 1.757 frente a R$ 1.764 do fechamento de quarta-feira.