Dólar volta a fechar em queda atinge menor patamar desde 8 de agosto de 2008

Rumores de novas medidas para frear a apreciação do real e elevação do rating brasileiro dividiram o mercado nesta sessão

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SÃO PAULO – Após chegar a subir 0,43% durante a manhã – quando bateu sua máxima de R$ 1,619 -, o dólar comercial foi perdendo forças no decorrer desta segunda-feira (4), refletindo a elevação do rating brasileiro, fechando com queda de 0,19%, cotado na venda a R$ 1,609, igualando a mínima alcançada em 8 de agosto de 2008.

O Banco Central manteve seus leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista, realizando dois deles nesta segunda-feira. O primeiro ocorreu por volta das 12h30 (horário de Brasília), com taxa de corte aceita em R$ 1,615. Já a segunda operação aconteceu entre as 15h52 e as 15h57, com taxa aceita em R$ 1,6095.

Além disso, vale mencionar ainda os rumores de que o ministro da Fazenda Guido Mantega considere uma nova rodada de medidas para conter a alta do real frente ao dólar no início desta semana. Segundo notícias publicadas durante o final de semana, citando fontes oficiais não identificadas do ministério da Fazenda, Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, devem conversar no início desta semana para discutir o cenário econômico.

Rating brasileiro agora é “BBB”
O principal destaque da sessão ficou com o anúncio da agência de classificação de risco Fitch, que elevou para “BBB” o rating do Brasil, com perspectiva estável. Segundo a Fitch, a revisão da nota em um degrau para cima reflete a percepção de que houve aumento do crescimento potencial do País para a faixa entre 4% e 5%, o que contribui para uma situação fiscal confortável no médio prazo e para a posição líquida externa, que por sua vez amplia a capacidade do País de absorver choques externos.

Ainda no front doméstico, os investidores conheceram as projeções atualizadas do relatório Focus, que mostrou elevação pela quarta semana consecutiva na mediana das estimativas do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2011.

Dólar a R$ 1,609
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,607 na compra e R$ 1,609  na venda, queda de 0,19% em relação ao fechamento anterior. Assim, o dólar acumula desvalorização de 1,35% em abril, frente à baixa de 1,92% registrada no mês passado. No ano, a depreciação acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,43%.

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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio segue o dia cotado a R$ 1.617, leve baixa em relação ao fechamento de R$ 1.619 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa, atingindo R$ 1.628 frente à R$ 1.633 do fechamento de sexta-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6091, queda em relação ao último fechamento, de R$ 1,6112.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,06 para maio de 2011, 0,06 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.