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SÃO PAULO – O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, em dia de feriado norte-americano e liquidez reduzida no mercado. Entre os acontecimentos de destaque nesta sessão, vale mencionar a nova intervenção do Banco Central, com o objetivo de reforçar as reservas internacionais. Foi o 13º leilão de compra de divisas realizado pelo BC desde o dia 8 de janeiro, realizado à cotação de R$ 2,838.
Além disso, as tesourarias de bancos aproveitaram para pressionar a cotação média do dólar (PTAX), tendo em vista o vencimento de US$ 170 milhões em títulos cambiais nesta quarta-feira. O BC já anunciou que não irá rolar esta dívida, aproveitando o momento favorável para melhorar o perfil da dívida pública.
Empresas aproveitam o momento para fazer captações
Apesar da alta do dia, o dólar não deve seguir em tendência de alta, já que muitas empresas brasileiras estão aproveitando a elevada liquidez e baixas taxas de juros internacionais para realizar captações. Com 11 dias úteis no ano, as captações externas de empresas já somam cerca de US$ 1,5 bilhão. Além disso, a expectativa é de bons resultados na balança comercial, elevando a oferta interna de dólares.
Dólar segue em ligeira alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8380 na compra e R$ 2,8390
na venda, alta de 0,35% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9790, representando um ágio de 4,97%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,17% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,17%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.853,
alta de 0,40% em relação ao fechamento
de R$ 2.841
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em alta de 0,63%,
atingindo R$ 2.885 frente
à R$ 2.867 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,58% para março de 2004, queda de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
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Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2004, encerrou a 1,98%, queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.