Dólar volta a fechar em forte alta, e sobe para R$ 3,137

Nem mesmo o otimismo com a viagem de Malan e Fraga à Europa foi suficente para segurar sua cotação da moeda norte-americana

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SÃO PAULO – A moeda norte-americana reverteu a trajetória de desvalorização observada na segunda-feira, e voltou a subir forte nesta terça-feira, refletindo a forte demanda e a falta de liquidez do mercado.

Demanda do mercado é forte

Com a mudança do governo no começo no ano que vem, muitas empresas e bancos preferiram evitar vencimentos da dívida externa nos primeiros meses de 2003, o que resultou numa forte concentração de vencimentos no final deste ano.

Segundo o Banco Central, só até dezembro cerca de US$ 7,2 bilhões em títulos, empréstimos e linhas à exportação e à importação do setor privado ainda deverão ser ou rolados ou pagos.

O que agrava o problema é que, com o quadro de instabilidade externa, e o advento das eleições no Brasil, que aumenta as incertezas frente o futuro político-econômico do país, muitas empresas e bancos brasileiros não conseguiram rolar suas dívidas no exterior, tendo que liquida-las com dólares, pressionando a cotação da moeda norte-americana.

Mercado acompanha viagens de Fraga e Malan para Europa

Apesar da alta do dólar, o mercado ficou otimista com a declaração que o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, fez depois de se reunir com diretores de empresas alemãs com investimentos no Brasil, como a BASF, Siemens, Daimler Chrysler, Bayer e Schering, nesta segunda-feira.

Fraga afirmou que a mudança de governo não compromete as reformas já realizadas pelo governo atual para tirar o Brasil da crise, e comentou estar confiante de que a situação irá melhorar, e que o mercado nacional está se estabilizando. Fraga também ressaltou a importância do acordo com o FMI para ajudar o país neste período de risco.

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Fraga ainda deverá se reunir nesta terça-feira com o presidente do Banco Central da Alemanha, Ernst Welteke, e com representantes de bancos comerciais. No final da tarde, Fraga concederá entrevista ao diário Frankfurter Algemeine, e deverá viajar para Amsterdã, na Holanda, na quarta-feira.

Já o ministro da fazenda, Pedro Malan, se encontrou na manhã desta terça-feira com o presidente do banco central britânico, o Banco da Inglaterra, Eddie George, e, à tarde, deverá se reunir com representantes de bancos com investimentos no Brasil. Ainda não foi divulgada nenhuma notícia a respeito das reuniões de Malan.

Dólar sobe 1,06% e fecha cotado a R$ 3,137

O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1290 na compra e R$ 3,1370
na venda, forte alta de 1,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1490, representando um ágio de 0,64%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 4,25% em setembro, frente
a baixa de 13,41% registrada no mês passado.

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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 35,51%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 3.139,
forte alta de 1,29% em relação ao fechamento
de R$ 3.099
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 0,88%,
atingindo R$ 3.099 frente
a R$ 3.072 do fechamento de

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ontem.

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