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SÃO PAULO – Impulsionado pela terceira intervenção consecutiva do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em leve alta, ainda operando na casa dos R$ 2,26.
No final da manhã, a autoridade monetária anunciou a compra de divisas, e segundo fontes de mercado, a taxa de corte estabelecida foi de R$ 2,272. A informação obtida é de que o BC teria aceitado apenas uma proposta.
IPC mede maior inflação desde abril
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) registrou inflação de 0,44% em setembro, a maior taxa desde abril deste ano, quando a alta foi de 0,83%, acelerando em relação à deflação de 0,20% medida em agosto.
Ainda que sem surpreender os analistas, a aceleração da inflação beneficia o fortalecimento do dólar diante do real.
Por outro lado, a decisão do Banco Central de não realizar o leilão de swap reverso nesta quarta-feira, anunciada na noite de terça-feira, impediu uma valorização mais expressiva da moeda norte-americana.
Dólar em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2660 na compra e R$ 2,2690
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na venda, alta de 0,35% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5070, representando um ágio de 10,64%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,93% em outubro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 14,47%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.291,
alta de 0,35% em relação ao fechamento
de R$ 2.283
da última terça-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em alta de 0,41%,
atingindo R$ 2.314 frente
à R$ 2.304 do fechamento de
terça-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,80% para dezembro de 2005, com queda de 0,06 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,89%, com queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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