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SÃO PAULO – O dólar fechou novamente em alta nesta terça-feira, alcançando mais uma vez patamar recorde desde o início do real. As bolsas norte-americanas continuaram a registrar perdas, dando continuidade ao quadro de nervosismo que paira sobre o mercado desde a semana passada, e que tem determinado a alta da cotação da moeda norte-americana.
O banco norte-americano JP Morgan anunciou a redução da recomendação de títulos da dívida brasileira em seu portfólio de mercados emergentes. Os papéis da dívida brasileira foram rebaixados de “acima da média” (slight overweight) para “neutra” (neutral), e o forte avanço do candidato do PPS, Ciro Gomes, foi apontado como principal motivo da decisão.
Além disto, o banco comunicou também que acha pouco provável que o governo feche um novo acordo com o FMI, como se tem especulado com a visita da vice-diretora-gerente do fundo, Anne Krueger, ao Brasil.
Nota do Setor Externo e leilões também afetam mercado
Contudo, o mercado teve como notícia positiva a divulgação da Nota do Setor Externo do Banco Central, que apontou um déficit em conta corrente de US$ 1,294 bilhão em junho, menor que o montante ingresso de investimentos diretos no período, que atingiu US$ 1,53 bilhão.
Além disto, o Banco Central realizou nesta manhã duas operações de troca de contrato de swap cambial, com vencimentos de 2003 e 2004, por papéis resgatáveis em 11 de setembro deste ano, e ainda estará realizando uma terceira operação nesta tarde. Com isto, o Banco Central estará encurtando o perfil da dívida. O Banco Central também realizou seu já habitual de US$ 50 milhões diários, desta vez no mercado à vista.
Dólar fecha a R$ 2,923
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9190 na compra e R$ 2,9230 na venda, alta de 0,69% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,9560, representando um ágio de 1,27%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 3,69% em julho, frente
a alta de 12,18% registrada no mês passado.
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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 26,26%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.908,
alta de 0,52% em relação ao fechamento
de R$ 2.893
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta de 0,33%,
atingindo R$ 2.909 frente
a R$ 2.899 do fechamento de
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ontem.