Dólar volta a fechar em alta, com rumores de afastamento de José Dirceu

Após crise política instaurada, circularam boatos de que José Dirceu colocou o cargo à disposição do presidente Lula

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SÃO PAULO – O dólar fechou em sua quarta alta consecutiva nesta quarta-feira. O mau humor persistiu nesta sessão, com os investidores reagindo ao discurso do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Maurício Corrêa, que sugeriu o afastamento de José Dirceu do cargo de ministro da Casa Civil. Para piorar, circularam boatos de que Dirceu colocou o cargo à disposição do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

O nervosismo com relação ao cenário político se instaurou na sexta-feira passada, com denúncias da revista Época, que divulgou um relato de corrupção de um assessor bastante próximo de José Dirceu.

Com isso, aumentaram as possibilidades de abertura de CPI para investigar a denúncia de corrupção, o que pode afastar investidores estrangeiros e impulsionar a moeda norte-americana nos próximos dias. Em meio a este tumulto, o BC não interveio no mercado.

Dólar fechou em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9360 na compra e R$ 2,9400
na venda, alta de 0,72% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9670, representando um ágio de 1,06%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,31% em fevereiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,31%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.949,
forte alta de 0,75% em relação ao fechamento
de R$ 2.927
da última terça-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em forte alta de 0,78%,
atingindo R$ 2.985 frente
à R$ 2.962 do fechamento de

ontem.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,75% para abril de 2004, alta de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

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Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2004, encerrou a 2,17%, alta de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.