Dólar volta a cair e fecha no patamar mais baixo desde setembro de 2002

Após queda de 1,04% nesta sexta-feira, baixa acumulada frente ao real na primeira semana de abril atinge 4,22%

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SÃO PAULO – A sessão de câmbio desta sexta-feira foi marcada pela forte volatilidade, tendo a cotação do dólar comercial aberto as negociações em alta e revertendo esta tendência ainda pela manhã, encerrando o pregão em queda. Desta forma, o dólar acumulou, nesta semana, perdas de 4,22% frente ao real.

Com esta nova desvalorização, a moeda norte americana fechou no patamar mais baixo desde 16 de setembro do ano passado, quando encerrou cotada a R$ 3,217. Com a variação desta sexta-feira, a queda acumulada desde 22 de outubro, quando o dólar atingiu seu patamar mais alto, R$ 3,99, já atinge 19,30%.

Dólar fecha a R$ 3,22

Nesta sexta-feira o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,2140 na compra e R$ 3,2200 na venda, baixa de 1,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,3370, representando um ágio de 3,83% em relação ao dólar comercial.

Nota-se que com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 3,97% em abril, frente a baixa de 6,05% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 9,27%.

Dólar abriu em alta, com declarações do governo

Pela manhã, o dólar foi impulsionado pelo aumento da sua demanda, tendo em vista a série de desvalorizações registrada nos últimos dias. Além disso, o dólar reagiu aos comentários de desconforto, sinalizados pelo governo, com a apreciação cambial dos últimos dias.

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Assim, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, afirmou estar satisfeito com a apreciação do real, que colabora para reduzir a pressão inflacionária. Já o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que o governo buscará alternativas para estimular as exportações caso o dólar fique abaixo de R$ 3.

Captação do Bradesco ditou reversão e nova queda

O movimento de alta do dólar foi, no entanto, interrompido após o Bradesco, o maior banco privado brasileiro, ter dado continuidade à captação externa, feita através do lançamento de US$ 50 milhões em euronotes, anunciada na quinta-feira.

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Os papéis têm prazo de 14 meses e remunerarão os investidores a taxa entre 5,25% ao ano e 5,5% ao ano. O Bradesco ainda fechou com o IFC (International Financial Corporation), órgão do Banco Mundial, e com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), a formação de um consórcio de US$ 180 milhões destinado a uma carteira de financiamento do comércio.

Dólar futuro na BM&F também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 3.268, forte baixa de 1,03% em relação ao fechamento de R$ 3.302 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,75%, atingindo R$ 3.330 frente a R$ 3.355 do fechamento de quinta-feira.

FRA de cupom cambial fecha com leve alta

O FRA de cupom cambial mais próximo, para junho de 2003, fechou a 5,20%, frente aos 5,10% do fechamento de quinta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2003, encerrou a 5,80%, frente aos 5,75% apurados na última sessão.