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SÃO PAULO – Depois de operar em alta por boa parte da manhã, o dólar comercial reverteu a tendência e encerrou em queda nesta quinta-feira, acumulando sua nona baixa consecutiva, na segunda maior seqüência negativa do ano.
A moeda também encerrou em seu menor patamar em mais de quatro anos, operando na casa dos R$ 2,16.
Apesar de alguns fatores pontuais como a aceleração da inflação e as incertezas em relação ao cenário político, fatores estruturais como o forte fluxo de capitais, a farta liquidez internacional e a melhora da percepção de risco em relação ao Brasil pressionaram a divisa.
Palocci e IPCA motivaram alta pela manhã
Pela manhã, a divisa registrou alguma recuperação, com o mercado se mostrando apreensivo em relação à possibilidade do ministro da Fazenda Antonio Palocci deixar o cargo, em função de alguns desgastes entre os membros da cúpula do governo.
Outro fator que colaborou para a recuperação da moeda norte-americana no início da sessão foi a aceleração da inflação apurada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), o qual registrou a maior alta nos preços desde o mês de abril.
Por fim, no final das negociações, o BC voltou ao mercado e, segundo operadores, teria aceitado 18 propostas, com taxa de corte de R$ 2,1715.
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Dólar volta a fechar em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1648 na compra e R$ 2,1650
na venda, baixa de 0,60% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4500, representando um ágio de 13,17%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,91% em novembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 18,39%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.182,
baixa de 0,46% em relação ao fechamento
de R$ 2.192
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em baixa de 0,51%,
atingindo R$ 2.204 frente
à R$ 2.215 do fechamento de
quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
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O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,95% para janeiro de 2006, com alta de 0,04 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a fevereiro de 2006, encerrou a 4,12%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.