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SÃO PAULO – A volatilidade foi a principal característica das negociações no mercado brasileiro nesta segunda-feira. O pacote econômico da Argentina foi o foco de atenção dos investidores, pois finalmente parece que a Argentina resolveu atacar a raiz de seus problemas econômicos. Influenciado pela desvalorização cambial na Argentina, o dólar comercial registrou no pico do dia uma valorização de 1,37% frente ao real, até reverter e fechar estável em relação ao fechamento anterior.
O anúncio de uma emissão de US$ 1 bilhão em bônus da República do Brasil de dez anos no mercado externo contribuiu para a reversão de tendência de alta da moeda norte-americana. A emissão inaugura o mercado internacional aos papéis brasileiros em 2002, representando também a primeira emissão de um país emergente em 2002. O principal ponto associado à emissão é que ela mostra que o mercado internacional de capitais está reaberto para o Brasil, assegurando o fluxo de dólares necessário para financiar o déficit de conta corrente.
Além da boa notícia da emissão, melhoraram as perspectivas de inflação nos dois primeiros meses do ano, já que os índices devem refletir a redução dos combustíveis aos consumidores. Estes fatores contribuíram para a queda nos juros futuros, dado que uma parcela mais otimista do mercado chega a apostar que a taxa de referência possa ser reduzida já na primeira reunião do Copom em 2002, marcada para 22 e 23 de janeiro.
Dólar termina estável
O dólar comercial operou em alta todo o dia até fechar as negociações de hoje sem alteração em relação ao fechamento de sexta-feira, sendo cotado a R$ 2,327 para compra e a R$ 2,33 para venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana foi negociada a R$ 2,57, representando um ágio de 10,30% em relação ao dólar comercial. Em um movimento de ajuste, o contrato futuro de US$ 1.000,00 com resgate no mês de fevereiro de 2002 fechou em baixa, cotado a R$ 2.360,00, contra R$ 2.365,50 registrados no fechamento do último pregão.
Juros retomam tendência de queda
O contrato futuro de DI com resgate em julho de 2002 fechou o pregão com taxa de 18,92% ao ano, representando uma retração de 0,17 ponto percentual em relação ao último fechamento, quando atingiu 19,09% ao ano. No mesmo sentido, a taxa do contrato futuro para fevereiro de 2002 atingiu 18,90% ao ano, com queda de 0,08 ponto percentual. Ainda em sentido de baixa, a taxa do contrato para abril de 2002 fechou as negociações em queda de 0,06 ponto percentual frente ao fechamento anterior, passando de 18,93% ao ano para 18,77% ao ano.
Volatilidade marca Bovespa, que registrava alta
O índice futuro para fevereiro do próximo ano era negociado a 14.660 pontos na BM&F, registrando uma alta modesta de 0,48%, ou 70 pontos, em relação ao fechamento anterior, quando o índice futuro ficou em 14.590 pontos. No mercado à vista, o Ibovespa registra um pregão de forte volatilidade e operava há pouco em alta de 0,50%, sendo cotado a 14.403 pontos. O volume financeiro registrado era de R$ 416 milhões.
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Ouro fecha em alta
O ouro fechou as negociações registrando alta de 1,01% na BM&F em relação ao fechamento anterior, cotado a R$ 22,00 o grama. No mercado internacional, o ouro registrou um leve recuo e estava cotado a US$ 278,90 a onça troy, o que representa uma cotação de R$ 22,77 por grama da commodity.