Dólar termina em alta, pressionado por ajuste e tensão na cena externa

Setor financeiro dos EUA volta a espraiar preocuopação sobre os mercados; contas externas se deterioram

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SÃO PAULO – O dólar comercial sucumbiu à pressão por ajuste após atingir mínima em nove anos na semana passada e fechou em ligeira alta nesta segunda-feira (28), impulsionado também por um clima turbulento de notícias advindas da cena internacional.

O setor financeiro norte-americano voltou a trazer preocupações, com questionamentos sobre a solvência do Lehman Brothers e perspectivas ruins do FMI (Fundo Monetário Internacional) acerca do subprime.

Fluxo cambial e saldo comercial

Nesta segunda-feira, dados divulgados pelo Banco Central mostraram que o fluxo cambial de julho até o dia 24 teve saldo negativo de US$ 2,411 bilhões. O déficit se deve em grande parte por conta de um saldo negativo de US$ 4,190 bilhões no segmento financeiro.

Ainda em torno das contas externas, a nota do BC mostrou redução do superávit no balanço de pagamentos, apesar do recorde no investimento estrangeiro direto.

Também em destaque, o saldo comercial acumulado no ano já chega a US$ 14,777 bilhões, valor 37,1% inferior ao apontado no mesmo período de 2007. A média das exportações diárias cresceu 26,9%, na mesma base de comparação.

Leilão do BC

O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado de câmbio à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação começou às 11h54 e terminou às 12h04. A taxa aceita foi de R$ 1,5742.

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A autoridade monetária também realizou mais um leilão de swap cambial reverso, após um mês sem
nenhuma intervenção deste tipo. A operação vendeu 89,8% dos 40.200 contratos ofertados, o que equivale a US$ 1,707 bilhão.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5730 na compra e R$ 1,5750

na venda, leve alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7200, representando um ágio de 9,35%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,38% em julho, frente
à baixa de 1,9% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,32%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.570, em baixa em relação ao ajuste final
de R$ 1.575,5120

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, recuava para R$ 1.583,5 frente
à R$ 1.587,6770 do último ajuste.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,56870.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,49% para setembro de 2008, 0,28 ponto percentual abaixo do último ajuste.

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