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SÃO PAULO – O dólar comercial, que desde a manhã já apresentava grandes perdas, fechou a sexta-feira (3) com queda de 1,12%, sua maior desvalorização desde 29 de junho, cotado a R$ 2,0273 na compra e R$ 2,0278 na venda. Os dados muito melhores do mercado de trabalho nos EUA ajudaram para o otimismo do mercado, fazendo com que investimentos menos arriscados – como o dólar – perdessem a atratividade.
Mesmo com a forte queda desta sessão, a moeda norte-americana encerrou a semana com alta de 0,22%, sendo sua terceira semana seguida de valorização.
O movimento reflete a criação de vagas de trabalho acima do esperado nos EUA em julho, de 165 mil, contra expectativa de 100 mil. Ainda por lá também foi revelado que a atividade do setor de serviços expandiu um pouco mais do que era projetado. Já o ISM Services passou de 52,1 para 52,6.
Brasil e Europa
No front doméstico, destaque para as palavras do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, que deixou claro que o BC não tem um patamar exato para intervir na taxa de câmbio.
Passando para a Europa, onde o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy apontou que pode haver ajuda dos fundos de resgate ao país. Em coletiva à imprensa internacional, o político não respondeu se pedirá apoio do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), informando que irá aguardar o pronunciamento do BCE (Banco Central Europeu) sobre quais medidas irá tomar, para só então decidir qual atitude tomar.
Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro segue o dia cotado a R$ 2.039, baixa de 1,09% em relação ao fechamento de R$ 2.062 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro opera em baixa de 1,18%, atingindo R$ 2.047 frente à R$ 2.071 do fechamento de quinta-feira.
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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0313, alta de 0,79% sobre a cotação do dia anterior.