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SÃO PAULO – O dólar fechou com leve alta ante o real nesta segunda-feira, ao fim de uma sessão marcada por baixíssimo volume de negociações devido ao feriado nos Estados Unidos e por pequenas variações durante todo o dia.
A moeda norte-americana teve variação positiva de 0,09 por cento, a 2,3887 reais na venda, após bater 2,3935 na máxima e 2,3795 na mínima do dia.
Segundo dados da BM&F, o volume financeiro do pregão ficou em 850 milhões de dólares, bem abaixo da média diária de janeiro, de 1,5 bilhão de dólares.
“Com o feriado lá fora, o volume de negociações ficou muito baixo e não houve nenhum fato relevante para que o dólar saísse da estabilidade”, afirmou o economista da corretora H.Commcor Waldir Kiel, referindo-se ao feriado norte-americano do Dia do Presidente.
No exterior, o dólar perdeu um pouco de força contra boa parte das moedas emergentes nesta sessão de poucos negócios, ainda repercutindo os dados norte-americanos fracos divulgados na semana passada, que alimentaram expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, possa diminuir o ritmo de cortes no seu programa de compra de títulos.
Pela manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes a venda futura de dólares. Foram mil contratos para 1º de agosto e 3 mil para 1º de dezembro deste ano, em operação com volume equivalente a 197,6 milhões de dólares.
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Além disso, também vendeu o lote integral de 10,5 mil swaps em mais um leilão para rolar os vencimentos de 5 de março. Com isso, o BC já rolou cerca de 56 por cento do lote para o próximo mês, que equivale a 7,378 bilhões de dólares.
O clima de calmaria desta sessão contrastou com a volatilidade vista recentemente no mercado doméstico, que tem sofrido intensa pressão em meio à onda global de mau humor em relação a ativos de países em desenvolvimento.
Essas turbulências levaram o dólar a superar no fim de janeiro o patamar de 2,40 reais, que analistas identificavam como importante nível de resistência. Com isso, alguns agentes passaram a afirmar que, embora o vaivém deva ser retomado em breve, a divisa deve oscilar no curto prazo entre 2,35 e 2,45 reais.
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“Hoje o mercado está andando de lado, mas amanhã já deve retomar o nervosismo”, afirmou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.